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| Foto: Agência O Globo e Divulgação |
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| Miriam Moura com os netos. Os três morreram no atropelamento em Sulacap |
No local, de acordo com o delegado da 33ª DP, Roberto Ramos, Meneses mentiu sobre o motivo dos danos ao automóvel. Ele disse que o carro havia sido atingido por um caminhão, e não que ele havia atropelado uma pessoa. O delegado conta que, ao chegar no mecânico, o veículo já estava desmontado.
— O carro foi encontrado já desmontado no mecânico, no entanto, a perícia foi feita e é (o carro) compatível com o atropelamento. O motorista será indiciado, mas, de acordo com a legislação, poderá responder em liberdade — contou.

No dia em que atropelou Miriam e os netos, Meneses acabava de fazer uma viagem. Elson prestou depoimento, nesta quinta-feira, e foi liberado. Ele vai responder o processo em liberdade.
— Fiquei com medo de ser linchado. Era de noite, estava escuro. Eu não estava a uma velocidade tão alta. Estava a cerca de 60 quilômetros, e também não vi as crianças. Só vi um vulto. Achei que era só uma pessoa — contou Meneses.
O aposentado vai responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e fraude processual, por tentar fazer com que o veículo não fosse descoberto.
Cerca de 300 pessoas participaram do enterro de Míriam e de seus netos Raphael e Kaio no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, no fim da manhã de sábado, 15. Os três foram atropelados na noite da quinta-feira, em Sulacap.
Moradores se queixam que os motoristas passam em alta velocidade pela estrada, cujo limite é de 70 km/h, e fizeram um protesto nesta manhã pedindo segurança para a via. A Secretaria de Conservação e a CET-Rio informaram que iriam ao local. A Seconserva para averiguar o asfalto, e a CET-Rio para verificar a possibilidade de instalação de radares e sinais de trânsito.
'Isso é a minha ferida eterna, ninguém vai tirar de mim'
Durante o sepultamento de Miriam, o pai das crianças passou mal e precisou sair carregado. Já a mãe dos meninos e filha de Míriam, Thamires Moura Silva, de 27 anos, disse que esperava a prisão do motorista que atropelou e matou os três.
— Eu sinto muito pela minha mãe, mas ela viveu tudo o que tinha que viver, mas meus filhos não. Isso é a minha ferida eterna, ninguém vai tirar essa dor de mim. A vida não vai fechar esse capítulo. Perdoar eu não vão perdoar. Eu não sou Deus para perdoar ninguém. Eu só quero que a Justiça seja feita.

Emocionada, ela contou que a última lembrança dos filhos foi o beijo que recebeu deles, um em cada lado da bochecha, e disseram que a amavam.
Com informações do Jornal Extra


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