sexta-feira, 3 de julho de 2020

Israel anuncia novas restrições devido ao aumento dos contágios

Atualmente, o número de casos registrados em Israel, com nove milhões de habitantes, ultrapassa os 26.000.

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje uma nova série de medidas para conter uma segunda onda de casos da covid-19, em que se inclui um limite de 20 pessoas na maioria das reuniões. O rápido aumento dos casos de coronavírus em Israel, quase 2.000 novas infecções nos últimos três dias, levou o Governo a implementar novas restrições, e na sequência de um rápido desconfinamento que se prolongou por mais de dois meses.


Perante a nova situação e os insistentes alertas de peritos e responsáveis dos serviços de saúde, Netanyahu anunciou hoje que passam a ser proibidos ajuntamentos com mais de 20 pessoas em espaços fechados, incluindo residências e sinagogas, com a exceção de diversos eventos, casamentos, e nos bares e restaurantes, onde não se poderão concentrar mais de 50 pessoas.
"Não temos alternativa, temos de regressar à política de restrições para baixar a curva", disse o primeiro-ministro em coletiva de imprensa, na qual divulgou um pacote de medidas econômicas para ajudar a atividade econômica a sobrevier à pandemia.
Considerou ainda que, caso estas medidas não fossem aplicadas, "Israel perderá o controle" da pandemia, com um eventual registro de dezenas de milhares de contágios diários.
Estas restrições, aprovadas na noite de quarta-feira pelo organismo governamental responsável pela gestão do combate à covid-19, juntam-se às anunciadas segunda-feira, que limitam as reuniões públicas a 50 pessoas, à exceção de diversos eventos que incluem atividades culturais.
Atualmente, o número de casos registrados em Israel, com nove milhões de habitantes, ultrapassa os 26.000 desde o início da pandemia, com 10.000 pessoas recuperadas.
O número de mortos situa-se nos 324, e 58 infectados permanecem em estado grave, 24 com o auxílio a ventiladores.
O impacto do coronavírus no Estado hebreu tem sido mais leve que em outros locais e já ultrapassou a fase crítica, mas o súbito desconfinamento fez aumentar o número de contágios e forçou as autoridades a travar a reabertura.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 516 mil mortos e infectou mais de 10,71 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Os Estados Unidos são o país com mais mortos (128.062) e mais casos de infecção confirmados (mais de 2,68 milhões).
Seguem-se Brasil (60.632 mortes, mais de 1,44 milhões de casos), Reino Unido (43.906 mortos, mais de 313 mil casos), Itália (34.788 mortos e mais de 240.500 casos), França (29.861 mortos, mais de 202 mil casos) e Espanha (28.368 mortos, mais de 250 mil casos).
A Rússia, que contabiliza 9.668 mortos, é o terceiro país do mundo em número de infectados, depois dos EUA e do Brasil, com mais de 660 mil, seguindo-se a Índia, com mais de 604 mil casos e 17.834 mortos.

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