sexta-feira, 26 de março de 2021

Índice de isolamento aumenta pouco, mesmo com redução de carros nas ruas

 

Segundo os dados, em média, 380 mil pessoas deixaram de usar os ônibus do transporte publico da capital todos os dias

© Getty Images

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS0 - A decisão do governo estadual em criar a fase emergencial, em vigor desde o dia 15 deste mês e criada para tentar frear a escalada do número de casos e mortes de Covid-19, tirou carros das ruas e reduziu a quantidade de passageiros transportados pelos ônibus da capital. Entretanto, surtiu pouco efeito no índice de isolamento.


É o que revela dados dos boletins de trânsito e mobilidade produzidos pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e do Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo).

No comparativo dos dez primeiros dias da fase emergencial (do dia 15 deste mês até esta quinta-feira), com os dez primeiros dias deste mês, quando ainda vigorava a fase vermelha, menos restritiva do que a atual, constata-se uma forte redução na média de lentidão diária, que passou 43,9 km para 16 km no período (- 63,5%). Já a quantidade de carros nas ruas passou da média diária de 5,4 milhões para 3,75 milhões, numa retração de 31,3%.

Segundo os dados, em média, 380 mil pessoas deixaram de usar os ônibus do transporte publico da capital todos os dias. Com isso, a média diária passou aos atuais 1,49 milhão de passageiros, número 20,3% inferior aos1,87 milhão do período anterior.

O isolamento social passou de uma média diária de 42% para 44%. O avanço de dois pontos percentuais equivale a apenas 4,76% de evolução.

Cobertura Afinal, como é possível ter tão pouca evolução nesse número de isolamento social se os dados oficiais indicam que existem menos carros circulando e um número menor de pessoas nos ônibus? A resposta pode estar no movimento da periferia, região que não é totalmente aferida pela CET desde que a companhia foi criada, em 1976, segundo Ivan Whately, diretor do departamento de mobilidade e logística do Instituto de Engenharia.

"A pesquisa [da CET] é feita no centro expandido e não capta muito a realidade da periferia. A percepção é a de que independentemente da classe social, muitos ainda estão usando o transporte individual, sobretudo na periferia. E isso não é captado", diz o especialista.

A taxa de isolamento social é baseada nos dados das operadoras de celular Claro, Oi, Tim e Vivo e tabulados pelo Simi-SP, fruto da parceria do governo estadual com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Ele afere toda movimentação superior a 200 metros e é dessa forma que o governo estadual constata se as pessoas estão ou não cumprindo o isolamento. Em tese, ele não estratifica quem precisou ir a uma padaria ou farmácia distante dois quarteirões de casa, por exemplo -alguns dos serviços essenciais permitidos mesmo na fase emergencial.

Independentemente do motivo da saída, os dados do Simi-SP indicam que nem mesmo o toque de recolher, que veio a reboque da fase emergencial e restringe a circulação das pessoas das 20h às 5h, está sendo efetivo.

Nos anúncios que faz toda a semana no Palácio dos Bandeirantes, os integrantes da equipe do Centro de Contingência do governo estadual reforçam que o isolamento social é a principal arma para reduzir a taxa de ocupação das UTIs, que nesta quarta (24) chegou a 91,6% nos leitos de UTI e de 82,7% nos leitos de enfermaria no Estado de São Paulo. Na região metropolitana, o índice é de 91,6% e 87,3%, respectivamente.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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