quarta-feira, 30 de junho de 2021

CPI votará convocação de Luiz Pereira, que diz ter recebido pedido de propina

Além disso, a CPI quer ouvir na próxima semana o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PP), citado nas negociações de vacinas

 

© Pedro França/Agência Senado

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, anunciou que a comissão votará nesta quarta-feira a convocação de Luiz Paulo Dominguetti Pereira. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Pereira afirmou que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Além disso, a CPI quer ouvir na próxima semana o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PP), citado nas negociações de vacinas.


Omar Aziz afirmou que é preciso ter cautela e investigar o relato. "Se você fala 400 milhões de doses a 1 dólar por dose, dá 400 milhões de dólares. Multiplica aí, você vai ver o valor estratosférico. Para mim, essas coisas, antes de fazer, diferente do comportamento de alguns do governo, antes de você atirar as pedras, vamos analisar primeiro e ver como aconteceram as coisas para depois ter uma posição concreta sobre os casos", disse o presidente da CPI em entrevista antes da sessão da comissão.

O senador chamou a atenção para a linha do tempo citada pelo empresário. Pereira se apresentou como representante da empresa Davati Medical Supply e afirmou que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina durante jantar em Brasília no dia 25 de fevereiro. "Vamos investigar, vamos saber quem estava lá."

Prorrogação

Aziz cobrou a prorrogação do funcionamento da comissão, que depende de ato formal do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Ontem, Pacheco afirmou que tomará a decisão no fim do prazo atual. Se não houver recesso, os trabalhos na comissão terminariam no fim de julho. Senadores irão até o presidente da Casa hoje para pressionar pela prorrogação. "Temos muitas audições a serem feitas. Não dá para deixar para agosto (para decidir). Caso ele for prorrogar, tem que falar agora", disse Aziz.

'Reconhecimento de culpa'

"A demissão do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, é o reconhecimento de culpa do governo no caso da compra de vacinas. Duro é lembrar que esse diretor foi indicado por Bolsonaro, no ano passado, para uma vaga de diretor da Anvisa. Iria ser uma festa !!! A vida dos brasileiros pra Bolsonaro valia 1 dólar."

A frase é do membro da CPI da Covid Humberto Costa (PT-PE), em publicação no Twitter. Costa se referiu à exoneração do Roberto Ferreira Dias do cargo de diretor do Departamento de Logística da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, divulgada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União (DOU). A demissão ocorre após Luiz Paulo Dominguetti, afirmar que Dias pediu propina para o governo federal fechar contrato de compra de vacinas contra a covid-19 com a farmacêutica.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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