quarta-feira, 30 de junho de 2021

Com respaldo do STF, Wizard diz que ficará em silêncio na CPI da Covid

Wizard obteve um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal, que garante seu direito ao silêncio

 

© Edilson Rodrigues/Agência Senado


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O empresário Carlos Wizard afirmou à CPI da Covid que iria exercer seu direito de permanecer calado e que não responderia perguntas dos senadores do colegiado.

Wizard obteve um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal, que garante seu direito ao silêncio.
"Ele vai permanecer calado em todas as perguntas como garante o habeas corpus", disse o advogado do empresário Alberto Toron.

O anúncio aconteceu ao final de sua fala inicial, na qual afirmou que desconhece a existência de um gabinete paralelo e que apenas se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro em eventos públicos.

"A minha disposição em servir ao país combatendo a pandemia e querendo salvar vida faz com que eu seja acusado de pertencer a um suposto gabinete paralelo. Eu afirmo aos senhores com toda veemência que desconheço qualquer governo paralelo. Se por ventura, gabinete paralelo existiu, eu jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito", afirmou.

"Jamais participei de uma única sessão em privado, reunião em privado, com o presidente da República. Participei de eventos em que estava presente ele e centenas de outros convidados", completou.

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