quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Mortes em chacinas crescem 50% em um ano na região metropolitana do Rio

Os dados constam no relatório anual do instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (12)

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O número de mortos em chacinas na região metropolitana do Rio de Janeiro saltou de 170 para 255, um aumento de 50%, de 2020 para 2021. Os dados constam no relatório anual do instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (12).

O instituto considera chacina todo episódio em que três ou mais civis são assassinados em uma mesma situação. No mesmo período, o número de chacinas subiu de 44 para 61, um aumento de 39%.

Entre as 61 chacinas de 2021, 46 ocorreram durante operações policiais, resultando em 195 mortos. Os dados da plataforma são alimentados com notificações dos usuários e notícias na imprensa.

No ano passado, duas operações da polícia foram marcadas por um grande número de mortos. Na primeira, em maio, na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, 27 civis foram assassinados. Na segunda, em novembro, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, oito corpos foram encontrados em uma região de manguezal.

Em um ano, o número de agentes de segurança baleados subiu de 142 para 181, um crescimento de 27%. A letalidade também aumentou –82 morreram, 52% a mais do que em 2020 (54).

Já os tiroteios na região metropolitana se mantiveram praticamente estáveis. Foram 4.653, em comparação com 4.585 em 2020. Em média, ocorreram 13 tiroteios por dia ao longo de 2021.

Ao todo, 2.098 pessoas foram baleadas, crescimento de 17% em relação a 2020, quando 1.795 foram atingidas. Em 2021 também houve um aumento de 21% no número de mortos e de 13% no de feridos em relação ao ano anterior.

Dos 4.653 tiroteios, a motivação foi identificada em 1.985 deles. Os principais motivos dos disparos foram ações ou operações policiais (1.354), homicídios ou tentativas de homicídio (348), roubos ou tentativas de roubo (276), disputas (114) e brigas (32).

Cerca de 32% das trocas de tiro (1.510) ocorreram em um raio de 300 metros de unidade de saúde. Em média, foram registrados quatro tiroteios por dia próximos a essas unidades, sendo um deles durante ação policial.

Das 4.190 unidades de saúde presentes na região metropolitana, 1.688 delas foram afetadas por tiroteios no seu entorno.

Em 2021 também houve 444 tiroteios ou disparos de arma de fogo próximos a corredores de transportes, número quase igual ao de 2020 (440).

As rodovias foram as mais afetadas, correspondendo a 62% (274) dos registros. Em seguida, vieram BRTs (125), trens (108), metrô (33) -somente a parte não subterrânea da Linha 2, entre a Cidade Nova e a Pavuna-, e VLT (3).

Entre os 21 municípios que fazem parte da região metropolitana, a cidade do Rio concentrou 54% dos tiroteios (2.510). Em seguida aparecem São Gonçalo (649), Duque de Caxias (322), Belford Roxo (279) e Niterói (253).

Os cinco bairros mais afetados foram, na ordem: Praça Seca, Vila Kennedy, Tijuca, Olavo Bilac (em Duque de Caxias) e Complexo do Alemão.

Na capital fluminense, a zona norte foi a mais impactada pela violência armada, concentrando mais tiroteios (1.418) do que a zona oeste, centro e zona sul juntos.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO   

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