sexta-feira, 3 de junho de 2022

Biden pede ao Congresso proibição de armas de assalto e diz que país 'não pode falhar de novo'

  

"A questão é: o que o Congresso vai fazer agora?", perguntou Biden durante pronunciamento na Casa Branca no qual disse que o país "não pode falhar de novo".

© JIM WATSON/AFP via Getty Images


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - À frente de velas em homenagem às vítimas de massacres recentes nos EUA, o presidente americano, Joe Biden, voltou a pressionar, nesta quinta-feira (2), congressistas do país para que aprovem medidas mais rigorosas de controle ao acesso a armas e pediu a democratas e republicanos que quebrem o que chamou de "anos de impasse ideológico".

"A questão é: o que o Congresso vai fazer agora?", perguntou Biden durante pronunciamento na Casa Branca no qual disse que o país "não pode falhar de novo". Durante o discurso, o democrata voltou a pedir a proibição de armas e munição de alta capacidade e disse ser necessário a verificação de antecedentes criminais antes da venda dos armamentos.

O apelo de Biden foi direcionado principalmente ao Senado, casa na qual cada partido hoje tem 50 assentos. Segundo a regra conhecida como "filibuster", é necessária uma maioria de 60 votos a favor para que uma lei seja aprovada–ou seja, dez republicanos precisam pular o muro.

Além de pressionar congressistas, Biden voltou a criticar o lobby pró-armas no país, dizendo ser necessária uma revogação do que chamou de "imunidade" dos fabricantes. Sobre ataques recentes que abalaram o país, Biden expressou condolências aos familiares das vítimas.

"Em ambos os lugares, passamos horas com centenas de familiares, que estavam quebrados, cujas vidas nunca mais serão as mesmas", disse ele. "Eles tinham uma mensagem para todos nós: Faça alguma coisa. Apenas faça algo. Pelo amor de Deus, faça alguma coisa."

O pronunciamento se deu em meio à retomada do debate sobre o controle de armas no país, trazido à tona depois de outros dois massacres recentes –em uma escola de ensino fundamental no Texas e em um supermercado em Nova York.

Há nove dias, um massacre na escola Robb, no Texas, terminou com 19 crianças e 2 professoras mortas. O autor, um jovem de 18 anos, portava um rifle AR-15 e, antes de ser responsável pelo pior massacre em uma instituição de ensino infantil no país em uma década, também disparou contra a avó.

Salvador Ramos não tinha histórico de doença mental nem antecedentes criminais, mas fez posts ameaçadores nas redes antes do tiroteio. Ele teve uma adolescência marcada por bullying e problemas familiares e, ao completar 18 anos, celebrou postando uma foto com dois fuzis que comprou pouco depois do aniversário. Ramos foi morto pela polícia na ação.

O caso na cidade de Uvalde ocorreu dias depois de outro episódio, em Buffalo, no estado de Nova York, no qual morreram dez pessoas num supermercado. O autor teve motivações racistas e deve ser indiciado por terrorismo doméstico. Após o ataque no Texas, o presidente Joe Biden fez um discurso emocionado no qual criticou o lobby pró-armas no país e defendeu o controle no acesso a armamentos.

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