Nova diretriz do governo Trump autoriza embaixadas a negar vistos a estrangeiros com doenças crônicas, como obesidade e diabetes, sob o argumento de evitar custos ao sistema de saúde. A medida amplia as exigências médicas e financeiras para quem deseja viver nos Estados Unidos.
| Isac Nóbrega/PR/Agência Brasil |
Trump justifica medida com base na possibilidade de aumento de custos para o sistema de saúde. A nova diretriz aumentou a gama de doenças a serem consideradas na hora de emitir a permissão de entrada nos EUA. O documento cita condições específicas, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e transtornos mentais, e insta os agentes a considerarem ainda a obesidade, com base nos problemas médicos que ela pode causar.
Diretriz não especifica o tipo de visto requerido para aplicação das exigências. Documento foi enviado pelo Departamento de Estado dos EUA a embaixadas e obtido pelo KFF Health News. O veículo especializado em assuntos de saúde teve acesso às orientações antes de serem divulgadas ao público. Segundo um especialista entrevistado pelo portal, é possível que as embaixadas só apliquem a exigência para quem quiser morar no país.
Porta-voz confirmou autenticidade do documento à Fox News. Tommy Piggot, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, disse, em nota, que "não é segredo que a administração de Trump está colocando os americanos em primeiro lugar, isso inclui a aplicação de políticas que garantam que nosso sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano."
ANÁLISES PASSAM A SER MAIS DETALHADAS
Familiares também serão considerados. Não apenas o solicitante do visto será investigado, mas também os dependentes dele. Se algum tiver doenças crônicas ou necessidades de saúde que possam impedir que o imigrante trabalhe, o visto pode ser negado.
Exames médicos vão ficar mais rigorosos. Mesmo antes da nova diretriz, solicitantes de vistos de imigração já tinham que passar por uma avaliação médica. No entanto, a checagem observava principalmente doenças contagiosas, como tuberculose, e o histórico vacinal. Agora, com as novas orientações, essa triagem passa a ser mais rigorosa e incluir, ainda, uma projeção de custos e necessidades médicas futuras.
Além das doenças, os solicitantes terão capacidades financeiras checadas. Com base no objetivo de não gerar custos ao sistema de saúde, as embaixadas vão avaliar se os estrangeiros teriam condições de pagar pelos tratamentos de que eventualmente precisem sem recorrer ao governo.
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