Crianças entre 12 e 13 anos se unem para atacar ativistas LGBT
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Os haters são conhecidos na internet, mas um grupo especial de disseminadores de ódio tem chamado a atenção na internet: o dos pré-adolescentes. Cada vez mais crianças de apenas 12 e 13 anos entram nas sessões de comentários dos canais no YouTube e páginas do Facebook para ofender os participantes e tentar derrubar a página com denúncias ao Facebook, revela o Estadão.
Debora Baldin, do Canal das Bee, afirma ter observado que os ataques são organizados. "Fui olhar o perfil dessas crianças e vi fotos do Donald Trump na capa", exemplifica. Há ainda uma predileção pelo deputado federal Jair Bolsonaro e ligações evangélicas.
As tentativas de derrubar o Canal das Bee são frustradas, pois as contas são verificadas, mas páginas menores acabam sucumbindo na mão dos haters. Para o professor de psicologia social da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Hélio Deliberador, as crianças acreditam que estão protegidos pelo anonimato da internet. "Eles acham que vão estar protegidos pela impessoalidade para exercer esse preconceito", explica. "É uma falta de educação digital".

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