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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Barroso: Gilmar Mendes 'destila ódio' e deveria ouvir Chico Buarque

Ministros trocaram farpas em sessão do STF desta quinta-feira (26)

© Ueslei Marcelino (Reuters) e Fellipe Sampaio /SCO/STF 
A pauta em discussão era uma ação que questiona a extinção dos Tribunais de Contas de Municípios do Ceará. Mas ela ficou de lado por alguns minutos na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (26) para dar lugar a uma discussão calorosa entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

Em dado momento da troca de farpas, Barroso disse que o colega é leniente com crimes cometidos por políticos, conhecidos como "crimes de colarinho branco". Mendes respondeu dizendo que não era "advogado de bandido internacional", referindo-se ao fato de Barroso já ter defendido Cesare Battisti, que teve o status de refugiado no Brasil revogado recentemente pelo presidente Michel Temer.
"Quanto ao meu compromisso com o crime de colarinho branco, eu tenho compromisso com os direitos fundamentais. Eu não sou advogado de bandidos internacionais", disse Mendes, sendo rebatido por Barroso: "Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é Estado de Direito, é Estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário."
Barroso ainda fez uma sugestão musical ao colega . "Vossa excelência normalmente não trabalha com a verdade (...) Vossa excelência deveria ouvir a última música do Chico Buarque, 'a raiva é filha do medo e mãe da covardia'. Vossa excelência fica destilando ódio o tempo inteiro, não julga".
Via...Notícias ao Minuto

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