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domingo, 18 de março de 2018

Coronel da reserva faz homenagem para Marielle e alerta para mensagens de ódio e posts falsos

Em meio a mensagens de ódio, calúnias e boatos sobre o assassinato e a trajetória da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta na noite de quarta-feira com quatro tiros na cabeça, o coronel da reserva da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), Robson Rodrigues da Silva, resolveu escrever uma homenagem para a parlamentar.

O coronel Robson Rodrigues Foto: Júlio César Guimarães / Agência O Globo
Robson Rodrigues postou uma mensagem que enviou a um amigo, um policial da ativa, sobre os textos difamatórios e de ódio que circulam nas redes sociais contra Marielle.



Na postagem, Rodrigues conta como conheceu Marielle, ao ser procurado com um caso de abuso em um favela com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) — tema de mestrado da vereadora. Depois disso, o coronel comentou sobre a situação dos policiais de baixa patente, das mulheres policias e das viúvas de PMs mortos em meio a violência do Rio de Janeiro.
Segundo ele, Marielle se prontificou a ajudar: "Deveríamos, sim, nos unir enquanto sociedade contra o maior problema civilizatório que nos afeta e dilacera: a violência homicida. Apesar disso, há pessoas que insistem em simplificar questão tão complexa, dividindo o mundo em direita e esquerda. Choro pelas mortes infames, do cidadão comum, dos meus amigos, dos meus amigos policiais dos quais já perdi a conta inúmeras vezes. Meu primeiro serviço como aspirante foi atender a ocorrência do assassinato de um policial militar, adorado em meu Batalhão. Choro agora por uma amiga admirável, sobretudo porque lutava contra essa estupidez e sonhava com uma sociedade melhor", escreveu em um trecho da postagem.
Quando conheceu Marielle, Rodrigues lembra de ter comentado com ele que uma das formas de ajudar as viúvas dos PMs mortos seria na agilização de processos administrativas para que as mulheres pudessem ter acesso a pensão. Segundo ele, naquele momento, Marielle e o deputado Marcelo Freixo (PSOL) criaram um núcleo de atendimento a policiais na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
"Se Marielle veio até mim buscando solução, era porque confiava na polícia, pelo menos em parte dela, uma parte da qual eu te incluo. Marielle, assim como nós, não confiava na polícia violadora de direitos, na polícia bandida, mas confiava na instituição policial, naqueles que não querem que ela seja instrumentalizada para fins vis e elitistas, sendo direcionada para os mesmos estratos de onde a maior parte de nossos próprios policiais vem."


Rodrigues encerra o texto fazendo um alerta em relação as mensagens de ódio e calúnia que circulam contra a vereadora nas redes sociais. "Postagens maldosas como essas, que vêm circulando nas redes sociais, além de não retratarem a realidade, são de um imenso desrespeito não só à historia de Marielle, mas aos nossos policiais honestos e trabalhadores sofridos, sobretudo as policiais negras, que tanto necessitam ser acolhidos nas causas que ela magnificamente defendia. Que tenhamos Marielle presente para transformar nossa polícia em uma instituição melhor para a sociedade e para policiais vocacionados", finaliza o coronel. Com informações do Extra.

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