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quarta-feira, 7 de março de 2018

EUA impõe sanções contra Pyongyang por morte de irmão de Kim

Coreia do Norte é acusada de assassinar Kim Jong-nam na Malásia

© REUTERS/Athit Perawongmetha

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (6) a imposição de novas sanções a Coreia do Norte pelo assassinato do meio-irmão do ditador Kim Jong-un, ocorrido em fevereiro de 2017. 
 
De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, o uso do agente químico conhecido como VX na morte de Kim Jong-nam, em janeiro de 2017, viola o tratado de eliminação de armas biológicas.

O porta-voz do departamento, Heather Nauert, informou que as novas sanções foram realizadas no dia 22 de fevereiro, mas só entraram em vigor ontem (6), dia em que a Coreia do Norte anunciou estar disposta a se abrir para uma possível "desnuclearização" de seu programa nuclear.
Em comunicado, Nauert disse que "este desprezo público pelas normas universais contra o uso de armas químicas demonstra mais uma vez a natureza impiedosa da Coreia do Norte".   
"Não podemos nos permitir a tolerar um programa norte-coreano de armas de destruição em massa de nenhum tipo", acrescentou o texto. A nova decisão do governo do presidente Donald Trump acontece justamente no momento em que a Coreia do Sul informou a Washington que o ditador Kim Jong-un está pronto para iniciar diálogos para manter uma relação bilateral entre os países.   
Kim Jong-nam estava escondido na Malásia desde a execução do seu tio Jan Song-thaek, em 2014. Sua morte ocorreu no dia 13 de fevereiro deste ano. Na ocasião, as duas mulheres foram detidas depois que atacaram Jong-nam com um agente XV, considerado uma arma química pelas Nações Unidas.   
As mulheres afirmam que foram recrutadas por um homem - suspeito de ser um agente da Coreia do Norte - para "estrelarem" uma espécie de pegadinha para um show de televisão com câmeras escondidas. De acordo com o depoimento da jovem indonésia, o crime foi pago com US$ 90.   
As duas mulheres são as únicas acusadas pela morte de Jong-nam.   
A polícia malaia afirma que quatro norte-coreanos suspeitos de envolvimento no assassinato deixaram o país no dia do ataque. Já outros três que estavam na embaixada tiveram a saída do país permitida após as autoridades entrarem em acordo com Pyongyang.  
Segundo a agência de Inteligência da Coreia do Sul, o assassinato do irmão do ditador Kim Jong-un seria parte de complô de cinco anos organizado pelo líder norte-coreano para eliminar o próprio irmão.  
Por sua vez, na época, a Coreia do Norte tentou impedir a Malásia de conduzir uma autópsia insistindo para que o corpo fosse entregue ao país. Pyongyang sustenta que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusa as autoridades malaias de conspiração.
O meio-irmão de Kim Jong-un era fruto da relação entre seu pai, Kim Jong-il (1941-2011), e uma atriz. Ele chegou a ser considerado o possível sucessor do "querido líder", mas nunca demonstrou interesse pela política e caiu em desgraça em 2001, ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso. Com informações da Ansa.

Via...Notícias ao Minuto 

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