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sexta-feira, 27 de julho de 2018

Enfermeira de hospital no Rio diz que 'pacientes morrem e ninguém vê'

Funcionários relatam as condições precárias na unidade de saúde

© Pixabay
O hospital municipal Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro, tem enfrentado diversos problemas, como condições precárias e falta de materiais que acabam provocando o cancelamento de cirurgias. Além disso, segundo profissionais de saúde da unidade, há monitores cardíacos sucateados, que estão ligados a cabos presos com esparadrapos, e mostram valores errados de medição. Os equipamentos não alertam para casos de parada cardíaca. O uso de respiradores de transporte em pacientes graves também é outro problema relatado pelos funcionários, pacientes acabam morrendo com a ventilação inadequada.
"Já faz algum tempo que não temos respiradores. Os pacientes graves que precisam ser operados de urgência ficam em ventiladores de transporte, o que mata o paciente aos poucos, pois eles não suportam uma ventilação inadequada por vários dias. Os monitores não funcionam bem. Na sala vermelha, onde sempre tem 30 pacientes ou mais, há cerca de 22 monitores. Desses, dez estão funcionando e de forma precária. Já pegamos pacientes que estavam em óbito havia horas, porque o monitor nos mostrava valores irreais", revelou uma profissional de enfermagem em entrevis ao jornal Extra.

A falta de respiradores e monitores cardíacos também é relatada por outro funcionário. "As cirurgias estão sendo canceladas por falta de material e também de suporte pós-operatório. Os neurocirurgiões não podem submeter um paciente a uma cirurgia grande sem ter como mantê-lo monitorado em local adequado depois. Como não há outro jeito, usamos respiradores de transporte, que não são adequados para uso contínuo, mas apenas para transferir o paciente de um setor para outro, ou de um hospital para outro. Nós temos que ficar fazendo gambiarras com fios que estão se partindo para tentar uma monitorização por alto. Mas, com frequência, pacientes vão a óbito sem que a gente perceba porque o monitor não registra a realidade", afirmou.
De acordo com o Extra, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) informou que parte dos materiais e insumos do hospital já foi restabelecida e “a situação estará regularizada o mais brevemente possível”. Ainda segundo a Secretaria, o hospital Pedro II está realizando cirurgias de emergência, já as ortopédicas classificadas como eletivas estão sendo feitas em outros hospitais da rede, de acordo com a disponibilidade de vagas. A SMS ainda informou que “os pacientes que necessitam de suporte à vida estão assistidos com equipamentos em bom funcionamento”.
Via...Notícias ao Minuto

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