A preocupação da ministra é que os períodos de quarentena mútua não sejam aplicados, na medida em que dificultam o trânsito de turistas,
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"Estamos em contato com Berlim, Paris e Madrid. Formamos uma equipe de trabalho com os quatro ministros dos transportes e já elaboramos linhas de intervenção (...). Logo que seja possível reabrir (o trânsito aéreo), nós faremos sem a exigência de quarentena recíproca", explicou a ministra, durante uma coletiva de imprensa.
A Presidência francesa anunciou no domingo que as medidas de quarentena não serão aplicadas aos franceses que chegam ao Reino Unido, uma questão que está sendo tratada entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
A ministra dos Transportes italiana disse não ter certezas, mas estar "esperançosa" de que o seu país receba turistas estrangeiros nos próximos meses, acrescentando que a eventual abertura de fronteiras ocorrerá depois de verificar se a curva de contágio com o novo coronavírus está controlada.
"A abertura do turismo terá de ser estudada de acordo com a evolução da curva de contágio, no nosso país e em outros países, porque a pandemia não se desenvolveu da mesma forma em todos os lados", explicou Micheli.
A preocupação da ministra é que os períodos de quarentena mútua não sejam aplicados, na medida em que dificultam o trânsito de turistas, pelo que defende que se criem "túneis turísticos" em que as pessoas se movimentem com medidas padronizadas de segurança no combate à pandemia.
Paola de Micheli disse que a Itália não tenciona impor quarentena, mas quer garantir que há países parceiros para esta fórmula. "Se abrirmos o turismo, não haverá quarentena. Mas não seremos capazes de controlar o que outros países farão", disse a ministra.
A Comissão Europeia deve apresentar o seu plano de final do confinamento na quarta-feira, incluindo as medidas de contenção que devem permanecer no transporte aéreo.
Itália, Espanha e França são países fortemente afetados pela pandemia, contando, entre si, mais de 600.000 casos de contágio.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 282 mil mortos e infectou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.
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