quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Família dá queixa na polícia contra escola que tapou foto de aluna negra em publicidade

Após o caso repercutir na internet, o colégio retirou a imagem em que a menina negra é encoberta

 

© Reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A família de uma menina negra, de 10 anos, registrou boletim de ocorrência de racismo contra a escola onde a criança estuda, em Jundiaí (58 km de SP), por causa da exclusão da menina numa publicidade da instituição de ensino. O caso foi na sexta-feira (20) passada, Dia da Consciência Negra.


O colégio Domus Sapiens disse que não foi proposital. Segundo a escola, a agência de publicidade contratada normalmente coloca a caixa de texto do lado direito dos anúncios da escola. E que por isso, o rosto da menina negra foi encoberto.

O pai da criança, um supervisor de 50 anos, afirmou em depoimento à polícia que jantava na casa de amigos, por volta das 21h30 de sexta-feira (20). Durante a refeição, a filha viu um anúncio da escola, em uma rede social, em que apareciam três estudantes brancas e ela.

Na publicidade, a menina negra, entretanto, estava encoberta por um espaço amarelo com a seguinte mensagem: "Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade e convivência", citando o nome do educador Paulo Freire. A ocultação da imagem, constatada pela própria criança, "a deixou em uma situação vexatória", diz trecho de boletim de ocorrência, registrado no 1º DP de Jundiaí no dia seguinte.

Após o caso repercutir na internet, o colégio retirou a imagem em que a menina negra é encoberta. Em uma nova postagem, publicada no domingo, a instituição compartilhou novamente a foto, desta vez com a aluna negra visível.

O advogado Anderson Dario, contratado pela família juntamente com a advogada Silene Tonelli Regatieri, afirmou que dará andamento à averiguação do caso, após a mãe da menina, uma professora de 40 anos, prestar depoimento à polícia na tarde desta quarta-feira (25). Ele acrescentou reunir provas e documentações para mover uma ação contra o colégio.

"É uma questão delicada, pois trata-se de uma criança com apenas 10 anos de idade, negra, que no Dia da Consciência Negra teve seu rosto tampado num post [da internet] da escola onde estuda, tendo ela mesmo visualizado a foto no perfil da escola. Que isso seja exemplo para que outras instituições de ensino não façam o mesmo", afirmou o advogado à reportagem, nesta terça-feira.








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