terça-feira, 1 de junho de 2021

Cidades do interior de SP prorrogam restrições, com veto até a doação de bebida

 

Em Franca (a 400 km de São Paulo), o lockdown decretado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), com validade até o dia 10, fez a prefeitura enfrentar uma enxurrada de ações de setores descontentes com as medidas restritivas –que foram seguidas por cidades no entorno de Franca

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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - O cenário de agravamento da pandemia da Covid-19 no interior de São Paulo fez com que prefeituras prorrogassem medidas de fechamento de atividades econômicas.


Em contraste com Serrana, onde houve vacinação em massa e a prefeitura prega a adoção de protocolos para reabrir atividades, outras localidades da região expandida de Ribeirão Preto têm decretado medidas que incluem até o veto à doação de bebida alcoólica, enfrentando disputas com setores descontentes com lockdown.

Em Franca (a 400 km de São Paulo), o lockdown decretado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), com validade até o dia 10, fez a prefeitura enfrentar uma enxurrada de ações de setores descontentes com as medidas restritivas –que foram seguidas por cidades no entorno de Franca.

Indústrias de calçados, um dos pilares da economia local, responsáveis por fazerem a cidade ser reconhecida internacionalmente, entraram com uma ação para abrir as fábricas, mas a medida foi negada pela Justiça.

"Na ausência de vidas, não haverá consumo, e, sem consumo, não haverá produção", diz trecho da decisão do juiz Aurélio Miguel Pena, ao indeferir o pedido de liminar do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca).

Após ter o mandado de segurança rejeitado, o sindicato informou seus associados e orientou que eles permaneçam com as atividades suspensas. "Podendo as empresas interessadas se utilizar da decisão [da Justiça], bem como do decreto municipal 11.271/2021 para sustentar negociação junto a seus clientes quanto a prazos para industrialização de seus pedidos, tentando evitar cancelamentos", diz trecho de comunicado da associação.

Além das indústrias de calçados, curtumes chegaram a obter liminar no fim de semana, mas ela caiu nesta segunda.

Já o fechamento das farmácias –raro em lockdowns– gerou protestos da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias). A entidade disse ver "com extrema apreensão a decisão da prefeitura".

"A entidade defende as medidas de restrição de estados e municípios como estratégia para conter o avanço da Covid-19, mas foge de qualquer bom senso impedir que as portas das farmácias permaneçam abertas. Isso significa comprometer um serviço essencial [...] O decreto coloca a população local à mercê da sorte", diz nota assinada pelo CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

A associação tentou reverter a decisão da prefeitura em uma reunião, mas o decreto foi publicado com o veto à abertura presencial das unidades, que podem funcionar via delivery.

Cidade que decretou o mais duradouro lockdown até aqui no estado, com 16 dias, Batatais (a 352 km de São Paulo) prorrogou até o dia 6 a proibição à compra, venda e até mesmo doação de bebidas alcoólicas.

Se cumprida até domingo, a determinação fará com que a "lei seca" na cidade complete 23 dias.

"Permanece igualmente proibido o consumo de bebida alcoólica em qualquer espaço público. O descumprimento do previsto no caput deste artigo, bem como no parágrafo anterior, enseja a aplicação de multa no valor de R$ 3.000 a cada uma das partes envolvidas", diz trecho do decreto publicado pelo prefeito Juninho Gaspar (PP).

A cidade, que contabiliza 131 óbitos na pandemia, teve nesta segunda duas confirmações de mortes, de uma mulher de 87 anos e de um homem de 63. São 5.770 casos confirmados da doença até aqui. O cenário de casos na cidade fez com que fosse escolhida pelo Instituto Butantan para um teste de isolamento inteligente.

O decreto ainda proíbe alugar ou emprestar locais que provoquem aglomerações e a entrada de menores de 12 anos nos supermercados. Após 16 dias, os locais foram reabertos nesta segunda, mas com limite de 25% da capacidade e com a permissão para que apenas um membro da família entre nos estabelecimentos. As lojas seguem fechadas.

Já em Ribeirão Preto (a 313 km da capital), o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) anunciou a prorrogação da fase emergencial restritiva, que foi iniciada na última quinta-feira (27) e terminaria nesta segunda-feira (31).

Supermercados poderão abrir as portas na quarta-feira (2), mas o transporte coletivo, por exemplo, seguirá suspenso até domingo (6) na cidade.

Na noite desta segunda, a cidade tinha 95,3% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados, com 306 pacientes nas 321 vagas disponíveis. Em enfermarias, havia outras 321 pessoas, o que representa 82,95% das 387 vagas existentes.

Em Araraquara (a 273 km de São Paulo), que terminou o mês de maio com alta de 20,4% nas mortes provocadas por Covid-19 em relação a abril, o final de semana foi marcado por ações de uma força-tarefa criada para combater aglomerações e festas clandestinas.

Foram elaborados 70 autos de infração, que serão convertidos em multas, e 2 estabelecimentos foram fechados.

Segundo João Alberto Nogueira Júnior, secretário de Segurança Pública do município, o fim de semana teve muito desrespeito de estabelecimentos comerciais em relação aos horários de funcionamento permitidos. Em três festas clandestinas, jovens sem máscaras tiveram de ser dispersados pela Guarda Municipal e fiscais.

VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO 

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