quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Ex-ministros petistas apresentam propostas contra ômicron em reunião com Lula

Entre as ações mencionadas está o reforço no atendimento de atenção básica, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)

© Getty


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-ministros da Saúde de governos petistas apresentaram nesta terça-feira (18) um conjunto de sugestões de ações para enfrentamento da Covid-19. As propostas podem ser implantadas imediatamente por governos e prefeituras administrados pelo PT, ou serem incluídas no plano de governo de uma eventual candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve presente na reunião.

O debate, de quase três horas às portas fechadas, foi na Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, na zona sul de São Paulo. Presencialmente, além de Lula, participaram o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro (2014 e 2015), Aloizio Mercadante, que chefiou três pastas da gestão de Dilma Rousseff, o ex-presidente da Anvisa Dirceu Barbano e a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

De forma virtual, outros cinco ex-ministros da Saúde e técnicos em saúde também participaram da reunião. "Não dá para esperar uma campanha eleitoral para debater problemas imediatos", afirmou Mercadante, sobre a disputa pela Presidência que deve envolver o partido. Para muitas das propostas, porém, os petistas não apresentaram como seriam postas em práticas.

O encontro foi o segundo promovido a partir de grupos de estudos da fundação. O primeiro foi na semana passada com especialistas em economia e o próximo deverá ser sobre educação.

Após a apresentação de dados sobre os vários estágios da pandemia do novo coronavírus no Brasil e no mundo, os ex-ministros mostraram as sugestões para o conjunto de ações para enfrentamento da Covid-19, sendo algumas que já são implantadas, como a testagem em massa, defendida por Edinho Silva, prefeito de Araraquara, que também participou da reunião.

"São propostas do que podem ser feitas e cobradas do governo atual", afirmou Chioro, que listou números da explosão de casos de pessoas com Covid-19 em decorrência da variante ômicron, apesar do apagão de dados, em uma das inúmeras críticas à gestão Jair Bolsonaro e ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Entre as ações mencionadas está o reforço no atendimento de atenção básica, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Isso porque, ao contrário de estágios anteriores da pandemia, quando havia mais internações, o gargalo está nesses postos de atendimento primário.

Os ex-ministros discutiram também a necessidade de distribuição aos mais vulneráveis de máscaras do tipo PFF2 em razão do alto grau de contágio da ômicron.

Para o futuro, os ex-integrantes de governos petistas apresentaram a proposta de criação de um Centro Nacional de Controle de Doenças e discutiram como combater o passivo que será deixado pela pandemia, como casos de câncer que deixaram de ter acompanhamento.

E ganhou destaque a sugestão de criação de uma política econômica e industrial de saúde que tornaria o país protagonista no combate de doenças.

"Há uma janela de oportunidades, pois os Estados Unidos e a Europa não querem mais depender exclusivamente da Ásia para compra de insumos", afirmou Mercadante, reforçando que o país detém tecnologia para entrar neste mercado. "O Brasil pode ser soberano."

Os ex-ministros também defenderam a necessidade de investimento em pesquisa. "Acabaram com a ciência", afirmou Chioro.

Segundo eles, é preciso convencer 67,7 milhões de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid e dar força para a vacinação de crianças, que começou na última segunda (17). "Em uma campanha de vacinação, imunizamos 20 milhões de crianças em um único dia", afirmou Mercadante.

Os petistas ainda criticaram a perda de R$ 25 bilhões no orçamento do Ministério da Saúde para este ano.

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