domingo, 2 de janeiro de 2022

Pilotos e comissários dos EUA temem pandemia e recusam bônus para voar mais

Com a nova variante ômicron, as infecções em todo o mundo atingiram um recorde nos últimos sete dias, com média de mais de 1 milhão de casos detectados por dia

© Shutterstock- imagem ilustrativa


CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Pilotos, comissários e a equipe de apoio das companhias aéreas nos Estados Unidos estão resistindo a fazer hora extra durante a temporada de férias, mesmo com incentivos financeiros maiores.

Segundo os sindicatos do setor, os funcionários temem lidar com passageiros que não cumpram as medidas sanitárias por conta da pandemia, além de um medo crescente de se infectar com Covid-19.

Com a nova variante ômicron, as infecções em todo o mundo atingiram um recorde nos últimos sete dias, com média de mais de 1 milhão de casos detectados por dia.
Na última quinta-feira (30), mais de 1.200 voos domésticos e internacionais foram cancelados, segundo o site de acompanhamento de viagens aéreas Flight Aware.

O Natal é normalmente um período de pico para viagens aéreas, mas a rápida disseminação da nova variante, altamente transmissível, forçou as companhias aéreas a cancelar voos já que parte dos pilotos e membros da tripulação precisou ser colocada em quarentena.

A United Airlines disse que o pico atual de casos de Covid-19 teve impacto direto em suas operações. A JetBlue também reduziu o número de voos em mais de 1.200 até janeiro.

A FAA (agência federal de aviação dos EUA) confirmou que há um número crescente de funcionários do setor que testou positivo para Covid-19.

No setor aéreo, o saldo de cancelamentos de voos se uniu a uma maior dificuldade para convencer as equipes a ficarem mais tempo no ar.
Segundo os sindicatos, os trabalhadores têm conseguido negociar incentivos de férias para reduzir os problemas operacionais.

As companhias também aproveitaram os meses que antecederam as festas de fim de ano para recontratar funcionários demitidos durante a pandemia e tinham a expectativa de que as equipes aceitassem fazer hora extra.

As companhias aéreas ofereceram bônus e até o triplo do pagamento para os funcionários que trabalham durante as férias, mas poucos aceitam.
Os tripulantes também reclamam que a relação com os passageiros tem ficado mais difícil. A FAA relatou que é crescente o número de passageiros indisciplinados encaminhados às autoridades, para a possível abertura de investigação criminal.

Em outubro, um homem de 20 anos foi acusado de agredir uma comissária de bordo de um voo da American Airlines, que ia do Colorado para a Califórnia, obrigando os pilotos a desviarem o voo.
Nesse clima tenso, muitos tripulantes passam a acreditar que não compensa trabalhar por mais horas, dizem os representantes dos sindicatos.

SAÍDA EM MASSA DO MERCADO DE TRABALHO
Além da preocupação com a Covid-19, os Estados Unidos passam por uma onda de pedidos de demissão, que ficou conhecida como "Great Resignation" (grande renúncia).

A onda de pedidos de demissão teve início no fim de 2020, quando o país começou a reabrir após os lockdowns durante os meses iniciais da pandemia.

Em abril, o número de pessoas que deixaram o emprego em um único mêsno país chegou a 3,8 milhões, um recorde, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. Em agosto, atingiu 4,2 milhões, e foi de 4,3 milhões em setembro.

A saída de milhões de norte-americanos da força de trabalho tem ocorrido em diferentes setores da economia –vão desde transporte e indústria até finanças e entretenimento.

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