segunda-feira, 27 de junho de 2022

Rússia volta a bombardear Kiev enquanto G7 se reúne na Alemanha

Pelo menos uma pessoa morreu e seis ficaram feridas durante a ofensiva que atingiu um prédio e uma escola infantil, segundo autoridades locais.

© Getty


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Enquanto líderes do G7, o grupo que reúne as maiores economias do mundo, iniciavam cúpula anual na Alemanha, forças russas voltaram a bombardear, neste domingo (26), a capital da Ucrânia. Foi o primeiro ataque a Kiev em três semanas.

Pelo menos uma pessoa morreu e seis ficaram feridas durante a ofensiva que atingiu um prédio e uma escola infantil, segundo autoridades locais. A Rússia negou ter bombardeado áreas residenciais e afirmou ter destruído uma fábrica de mísseis.

A ação soa como um recado aos líderes do G7 –EUA, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido– que anunciaram logo na abertura do encontro sanções à importação de ouro russo. A Rússia é um grande produtor do metal, cujas exportações representaram cerca de US$ 15,5 bilhões (R$ 81,1 bilhões) no ano passado, segundo Downing Street, e a proibição pode ter impacto na capacidade do presidente russo, Vladimir Putin, para arrecadar fundos.

Sobre o ataque em Kiev, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a ofensiva foi um "ato de barbárie". O premiê britânico, Boris Johnson, um dos líderes europeus mais críticos às ofensivas da Rússia contra a Ucrânia, fez coro ao americano e afirmou que um eventual recuo dos países ocidentais teria um "preço muito alto".

O tom duro contra Moscou só foi deixado de lado quando líderes do G7 caçoaram a imagem de macho viril de Putin. Diante dos líderes vestidos de terno na abertura da cúpula, Boris Johnson, questionou se deveriam tirar seus paletós e outras peças de vestimenta.

"Temos que mostrar que somos mais durões do que Putin", afirmou o premiê britânico, provocando o riso de seus colegas. "Andar a cavalo sem camisa", emendou o premiê canadense, Justin Trudeau, referindo-se ao costume do líder russo de posar descamisado sobre cavalos.

Enquanto isso, o chanceler ucraniano, Dmitro Kuleba, pediu resposta rápida dos países do G7 contra os novos ataques em Kiev neste domingo. Ele diz ser necessário o envio de mais armas pesadas para a Ucrânia e a implementação de sanções ainda mais rigorosas contra Moscou.

Pelo menos quatro explosões foram ouvidas na capital ucraniana, no que foi o primeiro ataque à cidade desde o dia 5 de junho, quando uma instalação de reparo de vagões de trens foi atingida. No bairro histórico de Shevchenkivskyi, bombeiros contaram ter retirado dos escombros de um prédio parcialmente destruído uma menina de sete anos ainda com vida. Os socorristas tentavam resgatar a mãe da criança e procuravam por outras vítimas.

Segundo a Força Aérea ucraniana, parte dos mísseis foi lançada a partir de bombardeiros que estavam na região de Astrakhan, no sul da Rússia, a mais de mil quilômetros de distância. Moscou disse que tinha como alvo a fábrica de armas Artiom e que os danos ao prédio residencial teriam sido causados por um míssil de defesa antiaéreo ucraniano. "As forças russas atacaram alvos civis em Kyiv = falso", disse em comunicado o Ministério da Defesa.

A 180 km de Kiev, outra pessoa morreu durante ataque na cidade de Cherkasi, no centro da Ucrânia. A ofensiva destruiu uma ponte que conectava as áreas ocidentais das batalhas no Donbass, no leste do país.

Até então, Cherkasi havia sido preservada no conflito. "Os russos estão tentando limitar a transferência de nossas reservas e armas ocidentais para o leste", disse o assessor ucraniano Oleksii Arestovich. "Isso significa que esses tipos de transferências estão indo bem e causando grandes problemas."

Além de Cherkasi, foram registrados novos ataques em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. A Rússia concluiu no sábado (25) a tomada da estratégica cidade ucraniana de Severodonestk, no Donbass, cujo domínio é um dos objetivos declarados do Kremlin. A informação foi confirmada pelos próprios ucranianos, que anunciaram a retirada de suas tropas da região que era um dos últimos bolsões de resistência na província de Lugansk.

Moscou anunciou ainda avanços em Lisitchansk, separada de Severodonetsk pelo rio Donets. As quedas das duas cidades podem facilitar a campanha russa em direção a Sloviansk e Kramatorsk, na região de Donetsk.

Lugansk e Donetsk compõem o Donbass, área de forte influência russa. Moscou disse, após sofrer as primeiras derrotas na guerra, que concentraria forças na região.

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