Espaço do SesiLab reunirá natureza, ciência, arte e cidadania
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© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sistemas agroecológicos educativos serão inaugurados nesta segunda-feira (29) na área externa do museu de arte, ciência e tecnologia Sesi Lab, na Esplanada dos Ministérios.

O projeto chamado de Cultiva Lab é o novo espaço de exposições criado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), que reunirá natureza, ciência, arte e cidadania.
“É um lugar onde a gente poderá falar da riqueza que o país tem em termos de biodiversidade e de como a tecnologia e a indústria podem ajudar, por exemplo, na regeneração de áreas degradadas”, explica Cândida Oliveira, gerente executiva de desenvolvimento institucional Sesi Lab.
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Cândida Oliveira, gerente de Desenvolvimento Institucional do Sesi Lab, mostra sistema agroecológico educativo na área externa do espaço - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foi feito o plantio de 340 mudas de 90 espécies dispostas no espaço da mesma forma que estariam na natureza, inclusive com áreas de transição entre os biomas.
“Em cada bioma a gente tem espécies muito representativas, que as pessoas identificam de cara. Na Amazônia, a sumaúma, o açaí, o guaraná. No Cerrado, não podem faltar o ipê, o pequizeiro. Na Caatinga, o cacto. O pau-brasil da Mata Atlântica”, acrescenta Cândida.
Associadas às grandes árvores serão plantadas culturas agrícolas de ciclo curto para enriquecer a produção de alimentos. “Então a gente vai ter milho, abóbora, mandioca, hortaliças, algumas ervas medicinais”, diz a gerente.
Nos dois primeiros anos, é esperada a produção de 3 a 5 toneladas de alimentos, que serão doados inicialmente a dez instituições sociais ao ano.
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Sesi Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, implanta sistema agroecológico educativo em sua área externa - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Cláudio Jacintho, engenheiro florestal responsável pela estruturação dos sistemas agroflorestais, o modelo baseado na agricultura regenerativa se vale de princípios ecológicos que permitem desenvolver as condições de solo e microclima até criar o ambiente adequado para essas plantas.
“Isso será feito de modo que o solo onde essas árvores, palmeiras e outras plantas estarão inseridas será enriquecido com material orgânico. Ele voltará a ser um solo vivo, com alta capacidade de drenagem de água e rico em microfauna, como minhocas e fungos”, explica.
Atividades
Os quatro biomas serão monitorados integralmente e farão parte das atividades visitação, pesquisa científica e atividades artísticas. “Os estudantes, nas visitas agendadas, poderão fazer uma colheita e conhecer mais sobre as espécies em oficinas oferecidas no museu”, afirma Cândida Oliveira.
Segundo Luciana Conrado Martins, coordenadora de Ações Educativas e Pesquisa, como é um sistema vivo, que vai crescer e frutificar, as atividades também serão diversificadas a cada etapa diferente.
Para ela, o sistema por si só tem potencial muito importante para despertar a consciência ambiental de visitantes, independentemente da atividade em que esteja inserido.
“Usufruir desse espaço já traz um potencial educativo e de transformação da consciência das pessoas, no sentido de elas estabelecerem uma convivência mais harmoniosa com o meio natural. Isso vai acontecer pela própria existência do local”, diz a coordenadora.
Residência
A cada cinco anos, 50 artistas e outros 50 pesquisadores serão selecionados para participar de programas de residência, tanto para as exposições que irão interagir com o espaço, quanto para os estudos sobre regeneração e aproveitamento do solo, captura de carbono e implementação de sistemas agroflorestais.
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Sesi Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, implanta sistema agroecológico - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Isso não acontece de imediato, porque é preciso esperar que esse sistema, que é complexo, cresça um pouco. Mas, no prazo de um ano, a gente já começa a ter essas instalações e todas vão contar com mediação, assim como a gente faz nas galerias internas”, diz Cândida.
Todos os anos, os sistemas agroflorestais serão capazes de capturar 10 toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e). “Está distante do que é necessário para compensa as cerca de 700 toneladas geradas pela nossa atividade, mas as medições ajudarão nas pesquisas”, afirma a gestora.
VIA… AGÊNCIA BRASIL
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