googlefc.controlledMessagingFunction

Publicidade

CLIMA

Mais previsões: Lisboa tempo por hora

Plantão

Plantão
Brasil Publique posts com rotulos para criar as editorias

sábado, 30 de julho de 2016

Justiça aceita denúncia de homicídio contra PM em São Paulo

MP-SP denunciou o soldado Luís Izidoro pela morte de Brian da Silva por "motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima"

© DR
A juíza Renata Ferreira dos Santos Carvalho, da 2ª Vara Criminal de Ourinhos da Justiça de São Paulo (TJ-SP), aceitou a denúncia do Ministério Público do estado (MP-SP) por homicídio contra o policial militar Luís Paulo Izidoro, que disparou contra Brian Cristian Bueno da Silva, 22 anos, durante uma abordagem a um veículo em que o rapaz era passageiro, na madrugada do dia 9 de junho em Ourinhos, no interior de São Paulo.

O MP-SP denunciou o soldado da Polícia Militar (PM) pela morte de Brian por “motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima”. Segundo os outros quatro jovens que estavam no carro com Brian, eles voltavam de uma festa quando uma viatura policial deu ordem para que parassem.
A ação policial foi motivada, de acordo com os depoimentos, pelo fato de Brian ter pego um dos cones que sinalizavam a via. Em seguida, ele soltou o cone, deixando o objeto novamente na rua. O soldado Izidoro se aproximou gritando, de acordo com os depoimentos. “Ele enfiou a mão pela janela do carro. Segurou assim na blusa [de Brian]”, disse Fabrício Ferreira, 19 anos, motorista do veículo, fazendo um gesto de torção com o punho. “Mandando ele descer do carro e, dali a pouco, já foi o disparo. Não deu tempo de ninguém fazer nada.”
A bala atingiu Brian na clavícula, próximo ao pescoço. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal de Ourinhos, Brian morreu pela hemorragia decorrente da perfuração de um dos pulmões.
Imagens de câmeras
No documento do MP-SP, o promotor Silvio da Silva Brandini acrescenta que imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial localizado em frente ao local da morte de Brian mostraram que “entre o momento em que o policial militar Luís Paulo saca e dispara a arma de fogo decorreram apenas três segundos”.
A promotoria concluiu que o policial agiu por “motivo fútil” porque matou Brian por ele ter mexido em um cone de sinalização, além de agir na impossibilidade de defesa, pois o jovem não teve tempo de ter reação à abordagem policial.
Prisão preventiva
No entanto, a juíza não acatou o pedido de prisão preventiva do denunciado, justificando que não houve alteração das circunstâncias fáticas que conduziram ao indeferimento do pedido anterior. “Não há evidências de que a liberdade do réu está colocando em risco a ordem pública ou mesmo a instrução processual”, diz.
O advogado e membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Ariel de Castro Alves, lamentou que a Justiça não tenha decretado a prisão preventiva de Izidoro, porque, segundo ele, o réu representa perigo para a sociedade, pois há indícios de cometeu um homicídio doloso qualificado.
Segundo Alves, a partir da aceitação da denúncia pela Justiça, “se inicia a primeira fase do processo, onde são ouvidas as testemunhas e analisadas todas as provas até uma possível sentença de pronúncia, que pode determinar o julgamento por juri popular”, em caso de dolo.
Procurada pela reportagem, a Polícia Militar não se posicionou até a conclusão do texto. Com informações da Agência Brasil.

📲 Curtiu a notícia? Compartilhe ou entre no nosso canal!

//

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.

Muito obrigado, Infonavweb!

Topo