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quinta-feira, 8 de março de 2018

Temer envia carta a Dodge contra inclusão dele em inquérito

No documento, emedebista usa argumentos jurídicos de especialistas e autoridades contrários à investigação de fatos anteriores ao mandato do presidente

© Ueslei Marcelino / Reuters
O presidente Michel Temer enviou nesta quinta-feira (8) carta à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra a inclusão de seu nome em inquérito que apura repasses da Odebrecht ao MDB em 2014.


No documento, ele anexou parecer do jurista Ives Gandra Martins e carta do ministro Torquato Jardim (Justiça) com posicionamentos contrários à investigação de um presidente em exercício por episódios anteriores ao início de seu mandato.
O emedebista é investigado por jantar realizado no Palácio do Jaburu em maio de 2014, quando ele era vice-presidente. A suspeita é de que, durante o encontro, foi acertado o repasse ilícito de R$ 10 milhões.
A inclusão de seu nome foi feita pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, a pedido da procuradora-geral.
Na carta a Dodge, Temer afirma que toma a liberdade de enviá-la, espontaneamente, os documentos por mero interesse acadêmico e não pretende se insurgir contra a decisão.
"O objetivo é meramente acadêmico já que não me insurgirei contra o despacho dado pelo ministro Edson Fachin acolhendo sua postulação. E, de logo registro, que respeito e respeitarei sempre as suas manifestações, já que, tendo absoluta certeza, são guiadas pela sua convicção jurídica", disse.
Notícias ao Minuto
São alvo do mesmo inquérito os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), ambos do MDB.
Na época de abertura da investigação, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, entendeu que a Constituição Federal proibia investigar o presidente por supostos crimes anteriores ao mandato.
Ao incluir Temer no inquérito da Odebrecht, Fachin teve o mesmo entendimento dos colegas de STF Teori Zavascki e Celso de Mello, além de Dodge. Para ele, investigar o presidente "não afronta a Carta Magna". Com informações da Folhapress.
Via...Notícias ao Minuto

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