terça-feira, 18 de agosto de 2020

Líbano impõe novo confinamento após acentuado aumento de casos

Nas últimas duas semanas o Líbano registrou números recorde de contágios, incluindo um novo pico na segunda-feira, com 456 casos e duas mortes.

© DR

As autoridades libanesas decretaram mais duas semanas de confinamento no país, a partir de sexta-feira até 7 de setembro, após um aumento acentuado do número de casos de infecção pelo novo coronavírus. Será também imposto o recolher obrigatório diário das 18h00 às 6h00, anunciou hoje o Ministério do Interior, que anunciou um total de 9.758 casos e 107 mortes nas últimas 24 horas.


O Aeroporto Internacional de Beirute funcionará normalmente e as zonas afetadas pelas explosões de 4 de agosto no porto de Beirute serão excluídas das restrições, de acordo com a mesma fonte.
O trabalho de limpeza, reconstrução e assistência à população poderá continuar nas áreas devastadas.
Durante este período, os ministérios e instituições públicas vão permanecer abertos, com metade dos funcionários públicos, de acordo com o Ministério do Interior.
Nas últimas duas semanas o Líbano registrou números recorde de contágios, incluindo um novo pico na segunda-feira, com 456 casos e duas mortes.
O Ministro da Saúde, Hamad Hassan, advertiu que os hospitais de Beirute estão agora sobrecarregados com doentes de covid-19 e um grande número de feridos na explosão no porto. O país está "à beira do abismo", disse o governante.
No final de julho as autoridades libanesas tinham anunciado um reconfinamento temporário em duas fases, mas a segunda fase acabou sendo anulada devido à explosão que matou pelo menos 180 pessoas e feriu mais de 6.500.
A catástrofe veio juntar-se a uma crise econômica sem precedentes, amplificada pelo novo coronavírus, que já tinha deixado em dificuldades os hospitais no país de mais de quatro milhões de habitantes.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 774.832 mortos e infectou mais de 21,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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