quinta-feira, 31 de março de 2022

Mulher diz que namorado cortou seu cabelo com faca após discussão

O caso ocorreu no município paulista de Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, no último dia 22.

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(FOLHAPRESS) - Uma técnica em administração de 27 anos disse que foi agredida e que teve os cabelos cortados com uma faca por um rapaz de 22 anos com quem namorava após uma discussão. O caso ocorreu no município paulista de Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, no último dia 22.

Segundo a vítima, Jheniffer Emmily Lemos da Silva, ela o conheceu por meio de uma solicitação de amizade encaminhada por ele em uma rede social no final do ano passado. A jovem disse que no início do namoro ele era carinhoso e prestativo. "Me dava de tudo, estava sempre do meu lado, nunca me deixava sozinha."

A primeira demonstração de agressividade, segundo ela, ocorreu na festa da virada do ano, na casa de familiares dele. Jheniffer afirmou que o namorado estava bêbado e que, por isso, disse que queria ir embora com os filhos. Ela o avisou que havia telefonado para o ex-marido e pedido carona. "Foi quando ele surtou. Pegou uma madeira e queria me bater. A família dele não deixou. Ele chegou a pegar a prima dele pelo pescoço."

Após a confusão, Jheniffer seguiu para casa, enquanto o namorado foi para a residência de parentes. "Ele colocou a culpa na bebida e [disse] que nunca encostaria em mim. Aceitei as desculpas."

A técnica em administração disse que seu companheiro passou a ser tornar ainda mais ciumento. "Ele mexia no meu celular o tempo inteiro. Apagava os números. Começou a não deixar eu falar com as minhas amigas, quando eu ia à casa da minha mãe ele queria ir junto, esperava no portão."

Jheniffer decidiu não deixá-lo mais morar na residência. Foi quando o rapaz cortou seus cabelos, de acordo com ela.

Segundo a técnica em administração, poucas horas antes da agressão, o homem ingeriu bebida alcoólica. Por volta das 23h do último dia (22), o namorado bateu à porta de sua casa. Ele queria entrar para usar o banheiro. Com a permissão, ele disse que não se sentia bem e que gostaria de tomar banho. Assim que terminou, ele passou a mexer no celular de Jheniffer.

Após os pedidos para que parasse, Jheniffer afirmou que o namorado passou a questionar se ela o traía, já que não permitia que ele acessasse os dados do aparelho.

"Pedi para ele parar. A gente começou a discutir. Ele pegou no meu pescoço. Apertou muito meu pescoço. Eu estava perdendo o ar, eu batia no braço dele." Segundo ela, o barulho acordou seu bebê e uma vizinha chegou a questionar se estava tudo bem, mas o homem tapou sua boca para que não respondesse.

Por um breve momento as agressões cessaram, foi quando o pedreiro passou a exigir que a mulher lhe entregasse o dinheiro que tinha na bolsa, em torno de R$ 70. Como ela recusou, o homem pegou o celular dela e foi em direção à rua. Jheniffer disse ter visto quando ele atirou seu aparelho telefônico contra um muro.

Ambos retornaram para dentro do imóvel. Foi nesse instante que, de acordo com Jheniffer, seu então companheiro pegou duas facas, sendo que, com uma delas, passou a cortar seu cabelo.

"Eu fiquei em choque. Achei que ele fosse me matar. Nessa hora eu saí correndo para a casa da minha mãe", relatou a técnica em administração.

Segundo boletim de ocorrência, no momento em que PMs chegaram para abordar o acusado, ele empurrou um dos policiais e conseguiu fugir para uma área de mata.

Após as agressões, a mulher disse ter mudado totalmente sua rotina, além de ter acionado ajuda psicológica, devido a crises de ansiedade. "Não fico mais na minha casa. Ando sempre acompanhada. Não faço mais o mesmo trajeto para o trabalho."

A Secretaria de Segurança Pública disse que o caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Pedro de Toledo. "Após solicitação da autoridade policial, a Justiça concedeu medida protetiva à vítima", afirmou a pasta, em nota. "Laudos periciais estão em andamento e, assim que concluídos, serão analisados pela autoridade policial para auxiliar no esclarecimento dos fatos e conclusão do inquérito."

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