quarta-feira, 20 de julho de 2022

Gasolina mais barata eleva expectativa de deflação em julho e reduz IPCA em 0,15 ponto

A gasolina tem um peso de aproximadamente 6,5% no IPCA, que é o índice oficial da inflação ao consumidor, medido pelo IBGE e utilizado como referência pelo Banco Central para a política monetária.

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(FOLHAPRESS) - A redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras nesta terça-feira (19) deve contribuir para uma redução de 2% na bomba. Com isso, o IPCA deverá recuar 0,05 ponto percentual em julho e 0,10 ponto percentual em agosto, segundo cálculos do economista André Braz, responsável pelos índices de inflação da FGV (Fundação Getulio Vargas).

A gasolina tem um peso de aproximadamente 6,5% no IPCA, que é o índice oficial da inflação ao consumidor, medido pelo IBGE e utilizado como referência pelo Banco Central para a política monetária.

Braz explica que a coleta do IPCA de julho termina daqui a dez dias. Portanto, somente esse último terço da amostra de preços vai captar a queda anunciada pela Petrobras. Os dois terços restantes serão captados em agosto.

Se o reajuste fosse integralmente captado em julho indicaria que os motoristas tiveram preços neste patamar desde o início do mês, o que não é o caso, afirma o economista.

Ele projeta deflação de 0,35% no IPCA de julho, que será divulgado no começo de agosto, mas diz que o número poderá ser revisto para baixo até lá.

Em quatro semanas, as projeções para o índice de inflação na pesquisa Focus passaram de alta de 0,43% para deflação de 0,46%. A mediana das projeções dos economistas consultados que fizeram atualizações apenas na semana passada está em -0,58%. Algumas casas já projetam queda de até 1% no IPCA do mês.

A projeção para o IPCA de 2022 caiu de 8,27% para 7,54% em quatro semanas. Para 2023, subiu de 4,83% para 5,20%, apontando estouro da meta de inflação pelo terceiro ano seguido.

A deflação de julho está sendo puxada, principalmente, pela mudança no ICMS aprovada pelo Congresso e que já foi regulamentada por alguns estados. Parte das desonerações, no entanto, são temporárias e só transferem parte da inflação do ano eleitoral para o período seguinte.

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