quarta-feira, 20 de julho de 2022

Rompimento de instituições fiscais e eleitorais é 'extraordinário', critica economista da Verde

O governo do PT, afirmou o economista, produziu a "maior catástrofe de crescimento e a maior recessão de que se tem notícia no Brasil desde que se começou a medir o PIB, em 1901."

© R.M. Nunes / Shutterstock.com

(FOLHAPRESS) - A combinação de uma pressão inflacionária persistente com a perspectiva de forte desaceleração das grandes economias globais, somada a um ambiente doméstico também incerto, faz com que agentes de mercado se mostrem bastante cautelosos com o desenvolvimento do quadro macroeconômico.

"Não tem motivo para ser otimista no curto prazo com a dinâmica econômica dos mais diversos países", afirmou Daniel Leichsenring, economista-chefe da gestora de recursos Verde Asset Management, durante evento virtual promovido pela Icatu nesta terça-feira (19).

No cenário local, Leichsenring disse que a proximidade das eleições e as sinalizações que têm sido transmitidas pelos dois principais candidatos na disputa não trazem qualquer alívio sob a ótica econômica.

O economista-chefe da Verde afirmou que as manobras na política fiscal, mais recentemente com a aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que amplia benefícios a três meses do pleito, é um ponto de preocupação no radar dos investidores.

"O rompimento das instituições fiscais e eleitorais que a gente teve no último mês, e que já vem desde o ano passado, é um negócio extraordinário", afirmou Leichsenring, que também fez menção ao encontro promovido na segunda-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores para "questionar de maneira preventiva o processo eleitoral."

O cenário deixa o país em uma "situação em que as alternativas que se encontram aí são muito ruins, cada um com sua característica."

O governo do PT, afirmou o economista, produziu a "maior catástrofe de crescimento e a maior recessão de que se tem notícia no Brasil desde que se começou a medir o PIB, em 1901."

Ele disse ainda que o programa de campanha da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e as declarações que têm sido dadas pelo candidato petista, "são claramente uma volta para todos os pilares que resultaram na tragédia de crescimento".

"Do ponto de vista estritamente econômico, é uma volta ao passado de maneira importante que o país simplesmente não tem margem de manobra fiscal para aguentar."

Leichsenring disse também que, caso o governo do PT confirme o favoritismo apontado nas pesquisas de intenção de votos, e siga a política econômica que tem indicado até aqui, "muito provavelmente vai dar errado, com recessão, inflação mais alta, desemprego, queda da renda real."

Economias globais ainda vão piorar, enquanto inflação seguirá pressionada Além dos desafios próprios do país, o economista-chefe da gestora assinalou que, no cenário internacional, a dinâmica econômica também não é das mais positivas.

Segundo ele, as grandes economias globais ainda não chegaram ao pior momento em termos do ritmo da atividade econômica, o que o especialista estima que deva acontecer na virada de 2022 para 2023, ao mesmo tempo em que os dados de inflação não começaram a mostrar claros sinais de arrefecimento.

"O mundo está passando hoje pelo que talvez seja o auge do processo de desestruturação das cadeias produtivas e pelo choque de custos e também com uma desorientação das cadeias de commodities", afirmou Leichsenring.

Ele acrescentou que, no contexto global, atravessamos uma combinação "muito particular e perversa de vários países caminhando para uma desaceleração profunda e, em alguns casos, para uma trajetória de recessão, com um processo inflacionário muito alto e muito longe de se dizer que é coisa do passado."

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