quinta-feira, 28 de julho de 2022

Saiba como denunciar casos de violência contra a mulher

A violência pode ser física (feminicídio, agressão física), psicológica (perturbar a tranquilidade, perseguir, ameaçar, violar intimidade, publicar fotos e vídeos íntimos), sexual, patrimonial (dano, furto) e moral (injúria, calúnia, difamação)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no Brasil entre agosto de 2020 e julho de 2021, durante o auge da pandemia de Covid-19. Pesquisa "Visível e Invisível", encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha, ligou o alerta para a sociedade em relação ao bem-estar das mulheres.

Na pandemia, com o aumento do tempo passado dentro em casa -muitas vezes junto aos agressores-, órgãos oficiais de segurança pública e outras entidades ampliaram as formas para as mulheres procurarem ajuda em caso de necessidade.

A violência pode ser física (feminicídio, agressão física), psicológica (perturbar a tranquilidade, perseguir, ameaçar, violar intimidade, publicar fotos e vídeos íntimos), sexual, patrimonial (dano, furto) e moral (injúria, calúnia, difamação).

O registro de qualquer uma dessas violências pode ser feito pela internet ou por telefone, menos o estupro. Apenas nesse caso a vítima terá de ir pessoalmente a uma delegacia de polícia para fazer o boletim de ocorrência (BO).

A Lei Maria da Penha estabelece que, após o registro do boletim de ocorrência por violência doméstica, o caso deve ser remetido ao juiz em, no máximo, 48 horas. A Justiça terá outras 48 horas para analisar e julgar a concessão das medidas protetivas de urgência, se for o caso.

A lei determina que as vítimas tenham acesso a orientação jurídica. Por essa razão, Ministério Público e Defensoria Pública trabalham em conjunto para oferecer atendimento a essas mulheres e prestar esclarecimentos quanto aos pedidos de medida protetiva, divórcio, entre outros.

A mulher que precisar de abrigo deve solicitar o pedido no BO, para que seja analisado pelo juiz, ou pode procurar ajuda nas Defensorias ou Ministério Público, que podem indicar os abrigos sigilosos.

Também é possível buscar esse serviço nos Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social) ou Cras (Centros de Referência de Assistência em Saúde). A análise é feita por assistentes sociais ou psicólogos.

Em geral, o tempo de acolhimento nesses espaços é de até 90 dias, mas o prazo pode ser ampliado. A vítima também pode pedir uma medida protetiva, que é um mecanismo que a Lei Maria da Penha oferece como proteção à mulher, em caráter emergencial, com o objetivo de evitar que ela sofra outras violências.

ONDE POSSO DENUNCIAR CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?

POLÍCIA

Disque 190

Procure uma Delegacia Especializada da Mulher (DDM) próxima de sua casa, ou Delegacia de Polícia fora do horário comercial.

Em São Paulo, o boletim de ocorrência pode ser feito online em: https://www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp-de-cidadao/home

CENTRAL DE ATENDIMENTO À MULHER - LEI MARIA DA PENHA

Disque 180

Mande email para: ligue180@mdh.gov.br

O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulherDISQUE

DIREITOS HUMANOS

Disque 100

Atende situações graves de violação de direitos humanos, como os de violência contra a mulher, e aciona os órgãos competentes, possibilitando o flagrante

CAMPANHA SINAL VERMELHO

CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) lançaram, em junho de 2020, a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica. A ideia central é que a mulher consiga pedir ajuda em farmácias, órgãos públicos e agências bancárias com um sinal vermelho desenhado na palma da mão
Mais informações: sinalvermelho@amb.com.br

DELEGACIAS DA MULHER - 24H NO ESTADO DE SÃO PAULO

CAPITAL

1ª DDM: Rua Vieira Ravasco, nº 26 - Cambuci - Telefone: (11) 3275-8000

2ª DDM: Avenida Onze de Junho, 89 - Fundos - V. Clementino - Telefones: (11) 5084-2579/ 5081-5204

4ª DDM: Avenida Itaberaba, 731 - Freguesia do Ó - Telefone: (11) 3976-2908

5ª DDM: Rua Dr. Coryntho Baldoíno Costa, 400 - 2º andar - Tatuapé - Telefones: (11) 2293-9770/ 2941-9770

6ª DDM: Rua Padre José de Anchieta, 138 - Santo Amaro - Telefone: (11) 5687-4004

7ª DDM: Rua Sábbado D'Angelo, 64 - Itaquera - Telefones: (11) 2071-3488/ 2071-4701

8ª DDM: Avenida Osvaldo Valle Cordeiro, 190 - Jd. Marília - Telefone: (11) 2742-1701

INTERIOR DE SÃO PAULO

Campinas - 2ª DDM : Rua Ferdinando Panattoni, 590 - Jd. Pauliceia - Telefones: (19) 3227-0080/ 3229-1894

Santos - DDM Santos: Rua Dr. Assis Correa, 50 - Altox - Gonzaga - Telefone: (13) 3232-1510

Sorocaba - DDM Sorocaba: Rua Caracas, 846 - Parque Campolim - Telefone: (15) 3232-1417

AS JUSTICEIRAS

Criado em março deste ano, o Projeto Justiceiras é uma força-tarefa que oferece atendimento e orientação jurídica, psicológica, socioassistencial e médica para mulheres vítimas de violência doméstica em todo o país.

O atendimento é feito de forma online, por meio do WhatsApp (11) 99639-1212. É só preencher um formulário eletrônico para ser direcionada a uma equipe voluntária, profissional e multidisciplinar

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Campinas, o primeiro atendimento deve ser previamente agendado, pelo telefone 0800-773-4340.

As ligações são gratuitas e podem ser feitas diariamente entre 7h e 19h, de segunda a sexta-feira.

As Defensorias Especializadas têm a finalidade de dar assistência jurídica, orientar e encaminhar as mulheres em situação de violência. É responsável pela defesa das cidadãs que não possuem condições econômicas de ter advogado contratado por seus próprios meios

Veja endereços e telefones, na capital paulista, do atendimento especializado da Defensoria Pública do Estado de São Paulo para mulheres em situação de violência doméstica e familiar:

REGIÃO DE SÃO MIGUEL PAULISTA OU ITAQUERA

- Defensoria de São Miguel
Endereço: Av. Afonso Lopes de Baião, 1976 (próximo ao Fórum de São Miguel)
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Telefone: (11) 2053-4088

REGIÃO DE SANTANA OU NOSSA SENHORA DO Ó

- Defensoria de Santana
Endereço: Rua Maria Cândida, 1350
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Telefone: (11) 2901-2707

REGIÃO DE REGIÃO SANTO AMARO OU PARELHEIROS

- Defensoria de Santo Amaro
Endereço: Rua Américo Brasiliense, 2139
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Telefone: (11) 5182-2677 ou 5181-6372

REGIÃO CENTRAL

- Defensoria da Barra Funda
Endereço: Rua Dr. Abraão Ribeiro, 313 - 1o andar - Sala 1-572
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h
Telefone: (11) 3392-6909

CASA DA MULHER BRASILEIRA

Endereço: Rua Vieira Ravasco, 26, Cambuci, São Paulo
Telefone: 3275-8000 - ramal 8008 / 3275-8008
AHorário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Endereço: Avenida Comendador Vicente de Paulo Penido, 532, Jardim Aquarius
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira das 9h às 17h
Telefone: (12) 3942-2540

PLANTÕES DA DEFENSORIA PÚBLICA NAS CASAS E CENTROS DE ATENDIMENTO À MULHER

CAPITAL PAULISTA

CASA ELIANE DE GRAMMONT
Rua Doutor Bacelar, 20, Vila Clementino
Telefone: (11) 5549-9339, das 9h às 17h

CENTRO DE ATENDIMENTO À MULHER - CASA BRASILÂNDIA

Rua Sílvio Bueno Peruche, 538, Vila Brasilândia
Telefone: (11) 3983-4294, das 8h às 17h

CENTRO DE CIDADANIA DA MULHER DE PARELHEIROS

Rua Terezinha do Prado Oliveira, 119, Jardim Novo Parelheiros
Telefone: (11) 5921-3665, das 9h às 17h

CENTRO DE CIDADANIA DA MULHER DE SANTO AMARO

Praça Salim Farah Maluf, s/n, Santo Amaro
Telefone: (11) 5521-6626, das 8h às 17h

CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER - 25 de Março

Rua Líbero Badaró, 137, 4º andar, Centro
Telefone: (11) 3106-1100, das 9h às 17h

CENTRO DE CIDADANIA DA MULHER DE PERUS

Rua Joaquim Antonio Arruda, 74, Perus
Telefone: (11) 3957-5955

INTERIOR DE SÃO PAULO

CRMVV Márcia Ribeiro (OSASCO)

Avenida Capistrano de Abreu, nº 274 - Jaguaribe - Osasco
Telefone: (11) 3681-3014 ou 0800-727-8606, das 9h às 11h

CRM Josymary Aparecida Carranza (ARAÇATUBA)

Rua Professora Chiquita Fernandes, nº 615, Vila Bandeirantes - Araçatuba / Telefone: (18) 3623-4909/(18) 3608-4452, das 8h às 11h

CRAM (SÃO JOSÉ DO RIO PRETO)

Rua Bernardino de Campos, n° 4075, Redentora, José do Rio Preto / Telefone: (17) 3222-2041/ (17) 3222-2588, das 9h às 11hCRAM Advogada Nilza Maria Vicente

(BARRETOS)

Rua Trinta, nº 564, Centro (antiga Prefeitura), Barretos
Telefone: (17) 3323-6550, das 9h às 12hCentro de Referência de

Atendimento à Mulheres em Situação de Violência de Bauru (CRM)

Rua Raposo Tavares, nº 1135, Bauru
Telefone: (14) 3227-7533

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