O Irã anunciou, este sábado (20), ter voltado a encerrar o tráfego marítimo no Estreio de Ormuz, como consequência da "violação da promessa por parte do inimigo".
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“Fica por meio deste comunicado anunciado que o Estreito de Ormuz será fechado ao tráfego marítimo. Ressalta-se que esta primeira medida constitui uma resposta à violação da promessa por parte do inimigo e que, caso a agressão continue, serão planejadas e adotadas medidas adicionais para obrigar o inimigo a cumprir suas obrigações”, informou o Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, em comunicado transmitido pela televisão estatal e citado pela Al Jazeera.
Vale destacar que novos ataques israelenses no sul do Líbano deixaram cinco mortos neste sábado, apesar do anúncio, na véspera, de um cessar-fogo entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah, segundo informou a agência oficial libanesa ANI.
Os ataques atingiram mais de uma dezena de localidades durante a madrugada, matando três pessoas em Arab Salim, uma em Deir Zahrani e outra na entrada de Dweir, de acordo com a mesma fonte.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel cessaria os ataques no Líbano porque “cumpre o que promete”, na sexta-feira. Ele também disse que, sem a intervenção de Washington, os israelenses teriam sido “aniquilados”.
“Eles me respeitam muito e fazem o que eu digo”, declarou Trump em entrevista ao portal Axios, ao ser questionado sobre sua influência para impedir ataques israelenses ao país vizinho.
O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, assinado eletronicamente na última quarta-feira pelos respectivos presidentes, Trump e Masoud Pezeshkian, previa “o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo o Líbano, onde Israel e o Hezbollah, aliado de Teerã, se enfrentam há mais de três meses.
O texto também estabelecia que a integridade territorial libanesa deveria ser garantida, mencionando a presença de tropas israelenses no sul do país, em meio a tensões sobre um possível acordo de paz com o Irã e a retirada militar da região.
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