O presidente do Sitraicp-RJ estima que 20% dos 30 mil trabalhadores da construção pesada, das obras olímpicas, vieram de fora do Rio
![]() |
| © DR |
Às vésperas dos Jogos do Rio, a Cidade Maravilhosa assiste ao êxodo de cerca de dez mil trabalhadores com o término das grandes construções relacionadas à Olimpíada.
Segundo informações do Extra, a entrega das obras, somada à crise econômica, deve afetar 50 mil postos de trabalho diretamente ligados aos Jogos. Muitos desses trabalhadores que vieram trabalhar no Rio de Janeiro agora retornam à sua terra natal.
O encarregado de elétrica Ulisses de Carvalho, de 32 anos, é um deles. Ele saiu de Belo Horizonte, em Minas Gerais, para o Rio, em outubro de 2013, a fim de trabalhar na construção da linha 4 do metrô, que ligará Ipanema, na Zona Sul, à Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital.
"Trabalho há 16 anos com a parte elétrica, e nunca tinha trabalhado em obras desse porte, só em projetos", contou.
De acordo com a publicação, os números de homologações feitas no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil Pesada do Rio (Sitraicp-RJ) e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio (Sintraconst-Rio) dão um panorama do impacto do fim das obras na capital.
"Estamos fazendo uma média de cem homologações diárias no sindicato. Antes, eram de 20 a 30 por dia. No ano passado, tivemos nove mil demissões. Este ano, já estamos com 7.500, somente até ontem", detalhou Nilson Duarte, presidente do Sitraicp-RJ, que estima que 20% dos 30 mil trabalhadores da construção pesada, das obras olímpicas, vieram de fora do Rio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são pessoais, é não representam a opinião deste blog.
Muito obrigado, Infonavweb!