O senador do PPS argumentou que já não haveria mais o risco de Eduardo Cunha assumir a presidência por 90 dias, já que o peemedebista não é mais presidente da Câmara
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| © Reuters |
Na semana passada, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) teve se encontrou com a presidente afastada Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, e sugeriu que ela apresentasse uma proposta de dupla renúncia: dela e do presidente interino, Michel Temer.
Na reunião, que contou com a presença dos senadores Lídice da Mata (PSB-BA), João Alberto Cabiperibe (PSB-AP), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Roberto Requião (PMDB-PR), Cristovam argumentou que não existe mais o perigo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assumir a presidência por 90 dias por não ser mais presidente da Câmara, informa o colunista Gerson Camarotti, do G1.
Isso poderia ocorrer caso o presidente e do vice-presidente da República se ausentasse, já que é o presidente da Câmara de deputados que assume o comando do Palácio do Planalto para convocar eleições presidenciais no prazo de 90 dias.
Dilma rebateu de imediato a proposta do senador: "Não existe essa coisa de renúncia. Isso não existe", enfatizou a petista. Cristovam, então, preferiu o silêncio, mas em conversa com o Blog o senador desabafou : "É lógico que existe a renúncia patriótica. É aquela que é melhor para o país."
"Sempre são os mesmo convidados para as conversas com Dilma. A impressão que tenho é que o PT quer sair como vítima deste impeachment, até porque se livra dos problemas do governo, evita o escândalo de corrupção [Lava Jato] e com isso o partido vai para a oposição com a bandeira do golpe", avaliou Cristovam Buarque.
Perguntado sobre sua decisão na votação do impeachment, o senador do Distrito Federal afirmou que ainda não se definiu: "Vou votar pelo que for menos mau para o país".

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