Militares tomaram com relativa facilidade as televisões privadas e estatais
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| © Reuters |
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan enfrentou protestos durante meses, esquivou-se de escândalos de corrupção que acabaram com vários de seus ministros e agora sobrevive a uma tentativa de golpe militar, iniciado na madrugada deste sábado (16).
Segundo a revista Veja, soldados rebeldes tentaram tomar o controle das duas pontes de Istambul sobre o Bósforo, caças F-16 invadiram o céu da capital Ancara e os militares tomaram com relativa facilidade as televisões privadas e estatais, deixando pelo menos 265 mortos.
De acordo com Aykan Erdemir, pesquisador da Fundação para a Defesa das Democracias em Washington, o golpe foi o resultado de muitos fatores, incluindo o medo do exército deste novo sistema. Em entrevista a agência de notícias AFP, Erdemir explica que, entre as razões do golpe, está “a reformulação da lei dos tribunais superiores e a recusa de Erdogan de ser imparcial”.
Desta vez, ao contrário do que ocorreu em 1960, 1971 e 1980, com o apoio do uso de novas mídias como a internet, através do Twitter, começou a se espalhar o boato de que tudo tinha sido orquestrado pelo próprio Erdogan e #Darbedegiltiyatro (não é um golpe de Estado, é teatro) se tornou Trending Topic na rede social.
Natalie Martin, professora da Universidade de Nottingham Trent, no Reino Unido, disse que o levante parecia “quase destinado ao fracasso”, o que pode ter levantado suspeitas. “É inteiramente possível que tenha sido um falso golpe”, admite.
O presidente turco sairá fortalecido, diz Ulgen, mas “a questão é saber se ele vai optar por usar essa força em favor de uma política de maior consenso”.

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