A senadora apresentou os dados no último dia 5, na Comissão Especial do Impeachment, no Senado
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No último dia 5, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) falou na Comissão Especial do Impeachment, no Senado, e apresentou dados sobre o desemprego no Brasil nos anos finais dos governos Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“O desemprego no último ano do governo FHC era de 18,5%; Lula, 10%; e Dilma, 13,9%”
No entanto, a agência Lupa buscou dados referentes ao assunto junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e verificou que a peemedebista exagerou nos três números apresentados.
De acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), feita pelo IBGE entre fevereiro de 2002 e fevereiro de 2016 em seis regiões metropolitanas e que é considerada a mais importante do país sobre o assunto, o cenário do desemprego nos últimos anos de governo de FHC, Lula e Dilma é o seguinte:
Em 2002, no último ano de FHC, a taxa de desemprego oscilou entre 10,5% (em dezembro) e 12,9% (em março). Nunca atingiu os 18,5% indicados por Kátia Abreu.
Já no último ano da gestão de Lula, em 2010, o índice variou entre 5,3% (dezembro) e 7,6% (março). Os 10% apontados pela senadora também estão acima do dado real.
No mês de fevereiro de 2016, três meses antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff, segundo os dados do PME, a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas observadas era de 8,2%, abaixo dos 13,9% citados pela peemedebista na comissão.
Se o ano de 2015 for analisado como um todo, a informação da senadora segue exagerada. Segundo a PME, no ano passado, a taxa de desemprego do Brasil oscilou entre 5,3% (em janeiro) e 7,8% (em outubro), praticamente metade dos 13,9% ditos por Kátia Abreu.
A publicação ainda destaca que o IBGE iniciou a verificação da taxa de desemprego pela PME em fevereiro de 2002. O primeiro dado dessa pesquisa foi divulgado em março daquele ano. Por essa razão, não é possível calcular uma média anual do último ano do governo FHC. Assim, a Lupa embasou sua checagem nas maiores e menores taxas de desemprego encontradas num mesmo ano.

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