A mulher de um suspeito teria postado sobre a operação na rede social
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A divulgação da operação antiterrorismo deflagrada nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal foi feita contra a vontade do governo, afirma o ministro da Defesa, Raul Jungmann.
Ele revelou nesta tarde que há dias o grupo detido já vinha sendo monitorado, de acordo com o UOL. A prisão só foi anunciada pelo Ministério da Justiça, em razão da mulher de um suspeito ter publicado no Facebook uma postagem sobre a operação.
"O juiz da vara [que autorizou a operação] cobrou sigilo. Mas a questão vazou porque a esposa de um deles colocou a questão no Facebook. Aí então, evidentemente, isso nos fugiu do controle", admitiu Jungmann.
Conforme o próprio ministro aponta, a chance das pessoas detidas praticarem um ato terrorista durante os Jogos Olímpicos era pequena. Aparentemente, o grupo era amador e não tinha organização suficiente para apresentar risco à Olimpíada.
No entanto, a Lei Antiterrorismo em vigor no Brasil estabelece que o planejamento de um ato terrorista em território nacional já é um crime. Cabe às forças de segurança, portanto, reprimir qualquer atuação desse tipo. "Eles cruzaram a linha. Começaram a preparar um ato terrorista. O preparativo é crime", disse o ministro.
Jungmann reafirmou que não é provável que algum ato terrorista ocorra no país durante a Rio-2016. Ele ressaltou também que as equipes de segurança e defesa monitoram outros suspeitos. Isso, porém, não elevou a atenção do governo quanto a ameaças.
"Não somos prioridade [do terror]", disse ele. "Mas estamos vivendo um momento de stress pré-megaevento. Isso aconteceu um Londres, em Pequim, e é natural que aconteça aqui por conta dos últimos ataques ocorridos recentemente."

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