A ação teria partido do ex-sócio Alexandre Margotto, que tenta uma delação premiada e foi alvo de buscas na Operação Sépsis
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A defesa do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, preso no último dia 1º sob acusação de ser operador de um esquema de corrupção na Caixa que envolve o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que funcionários de uma empresa dele foram alvos de ameaças.
A ação teria partido do ex-sócio Alexandre Margotto, que tenta uma delação premiada e foi alvo de buscas na Operação Sépsis.
Sob esse argumento, a defesa de Funaro pede que seja avaliada a prisão preventiva de Margotto ou que ele seja alvo de outras medidas cautelares. A petição foi protocolada no Supremo nesta terça-feira (19).
"Alexandre Margotto entrou em contato com funcionários da Holding Viscaya, de propriedade do peticionário [Funaro], na data de 12.07.2016, ameaçando-os sob a chantagem de que 'iria incriminar a todos', além de 'retaliar' o próprio peticionário e sua família", escreveu o advogado de Funaro, Daniel Gerber.
Como prova, a defesa juntou documentos que mostram ligações recebidas de um telefone que seria de Margotto e troca de mensagens entre funcionárias de Funaro se dizendo amedrontadas.
A Folha de S.Paulo revelou na semana passada uma gravação de áudio na qual Margotto pede o pagamento de R$ 100 mil e de dívidas atrasadas que Funaro teria com ele para não implicá-lo em uma delação premiada. Advogados que assessoram Margotto disseram que ele teria comentado que faria um "jogo" com Funaro para tentar receber o que ele lhe devia por negócios que fizeram juntos.
A defesa de Funaro pede ainda que o Ministério Público não negocie uma delação com Margotto, justamente por causa do áudio, sob a justificativa de que ele "negocia o conteúdo daquilo que será delatado".
Funaro e Margotto foram acusados pelo ex-vice presidente da Caixa, Fábio Cleto, de receberem percentuais de propina referente a recursos liberados pelo banco a grandes empresas. A defesa de Funaro nega as acusações. A reportagem não localizou a defesa de Margotto para comentar.
Outra reclamação feita pela defesa é de que Funaro ainda não foi chamado para prestar depoimento aos procuradores sobre as acusações de Cleto, mesmo estando preso já há 18 dias. Com informações da Folhapress.

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