O militar estava há quatro anos na corporação
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| © Reprodução |
O Soldado Victor Eric Braga Faria, de 26 anos, morto com um tiro na cabeça na noite deste domingo durante o serviço, disse que estava com medo de trabalhar e que queria deixar a Polícia Militar, informou o cunhado da vítima.
Segundo informações do Dia, o militar estava há quatro anos na corporação.
"Há um mês ele já estava em tratamento psicológico porque tinha muito medo do serviço e queria largar a polícia. A gente sabia que isso ia acontecer. Os policiais não têm estrutura para trabalhar. Policial e bandido são vítimas do governo que é o maior ladrão do Brasil", criticou Agnaldo dos Santos Oliveira.
Agnaldo disse ainda que o soldado queria ser transferido para o 34º BPM (Magé) - ele morava em Piabetá, Caxias - porque não tinha mais dinheiro para colocar gasolina no carro e ir até a UPP do Lins
"Sou artesão e estou implorando à prefeitura para trabalhar. Mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) chega aqui monta vários quiosques e a gente não consegue vender nada, nem água nas barracas porque a Guarda Municipal toma tudo. Aí, a pessoa vira traficante porque não consegue trabalho e no tráfico vai conseguir dinheiro para sustentar a família", disse ele.
De acordo com a publicação, um companheiro da corporação pediu para trocar o turno com Victor, que trabalharia no domingo de manhã. Assim, o soldado pegou o plantão da noite, quando foi atingido por um tiro na cabeça, na Rua Barão do Bom Retiro, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio.

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