Empresa que produz o equipamento só volta a entregar quando dívida do estado de R$ 2,8 milhões for quitada
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902 pessoas acusadas de crimes e que deveriam estar sob monitoramento, foram soltas sem tornozeleiras eletrônicas desde dezembro de 2015, época em que começaram a surgir as primeiras pistas da crise financeira que assola o estado do Rio de Janeiro. Os equipamentos deixaram de ser entregues ao governo estadual por falta de pagamento à empresa fornecedora, segundo informações da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
De acordo com o G1, todos estão em regime de prisão domiciliar, por ordem da Justiça. No entanto, a Seap não informou se algum deles já conseguiu fugir por não estar sendo monitorado.
Recentemente, dois casos chamaram a atenção. Depois de uma semana atrás das grades, os cinco presos na operação Saqueador da Polícia Federal, entre eles o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, e o contraventor Carlinhos Cachoeira, deixaram a prisão na madrugada desta segunda-feira (11), beneficiados por decisão judicial que os mandou para prisão domiciliar.
Na véspera, madrugada de domingo (10), foi solto pela polícia o pastor Felipe Garcia Heiderich, preso no último dia 4 e suspeito de abusar sexualmente do enteado de 5 anos.
Nos dois casos, as ordens de soltura tinham a recomendação de que todos deveriam usar tornozeleiras eletrônicas antes de voltar às ruas, mas a determinação não foi cumprida porque não há equipamentos disponíveis. A Justiça, então, estabeleceu que os beneficiados seriam soltos, mas deveriam ficar sob regime de prisão domiciliar.
Segundo informa a direção da empresa paranaense Spacecom, desde 2014 tem contrato com a Seap para fornecer as tornozeleiras, a dívida do estado hoje chega a cerca de R$ 2,8 milhões.
Na última semana, representantes da secretaria informaram que os pagamentos deverão ser regularizados ainda esta semana. A Secretaria Estadual de Fazenda do Rio, no entanto, informou que ainda não há previsão de quando a dívida será quitada.

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