segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Talibãs aceitam negociações de paz após Cabul libertar 400 prisioneiros

A primeira negociação entre os dois lados aconteceu em Doha

© DR

As forças talibã do Afeganistão admitem iniciar negociações de paz com o governo de Cabul "uma semana depois" da libertação de 400 presos.


"A nossa posição é clara, se os prisioneiros (talibãs) forem libertados, aproximamo-nos dos contatos com afegãos na semana seguinte", disse à France Presse o porta-voz das forças talibã, Suhail Shaheen recordando que a primeira negociação aconteceu em Doha. 
Uma assembleia composta por "milhares de representantes" afegãos, responsáveis locais e chefes tribais aceitaram a libertação dos 400 prisioneiros talibãs acusados de crimes graves, um dos pontos que impede o relançamento das negociações.
"O governo afegão vai começar a libertar os 400 prisioneiros talibãs dentro de dois dias" disse à AFP o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Javid Fasial.
O responsável talibã, Shuail Shahenn afirmou que a delegação dos insurgentes vai ser chefiada por Abbas Stanekzai, negociador chefe dos talibãs nas reuniões com os representantes norte-americanos, no mês de fevereiro, em Doha. 
A libertação de prisioneiros é considerada um "ponto-chave" do acordo entre Washington e os talibãs que visa a retirada das tropas dos Estados Unidos do Afeganistão até meados de 2021 mas compromete os talibã a iniciarem negociações com o governo de Cabul. 
"Nós estamos a ponto de iniciar negociações de paz", disse no domingo Abdullah Abdullah, responsável governamental pelas conversas.
"As discussões entre afegãos devem começar dois ou três dias depois da libertação dos 400 prisioneiros talibã", afirmou, entretanto, o ex-presidente afegão Hamid Karzai que se manteve no poder entre 2001 e 2014. 
O futuro dos prisioneiros representa um ponto crucial para a reabertura dos contatos negociais. 
Até ao momento, Cabul já libertou cinco mil prisioneiros mas tem-se recusado a libertar os 400 reclusos reclamados pelas forças talibã.
Entre o grupo de 400 prisioneiros encontram-se insurgentes de várias nacionalidades, incluindo originários da França.
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