quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Vírus que ataca planta evita câncer metastático em teste com roedores

De acordo com a Galileu, antes do tratamento ser oferecido a pacientes humanos, os cientistas querem realizar estudos adicionais sobre imunotoxicidade e farmacologia

 

© Shutterstock

Um novo estudo indica que tratamento com partículas virais de pés de feijão-frade (planta da família Vigna Unguiculata) atenuou e preveniu a propagação de tumores e de melanomas em camundongos.

 

Investigadores norte-americanos injetaram partículas do vírus em ratos que sofriam de câncer de mama metastático ou de melanoma e constataram que tal preveniu e atenuou a disseminação desse câncer até aos pulmões dos roedores, revela um estudo divulgado na revista científica Advanced Science e citado na revista Galileu. 

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, pretendiam manipular o vírus do feijão-frade de forma a impulsionar o organismo a destruir as células tumorais. Apesar do micróbio não ser infeccioso, tem a capacidade de alertar o sistema imunológico de modo a auxiliar na defesa dos pulmões. 

Segundo a revista Galileu, os especialistas criaram nanopartículas virais em laboratório que atingissem a proteína S100A9, que ajuda a combater infecções pulmonares. Mais ainda, essa proteína também atenua a propagação do tumor cancerígeno quando presente em grande quantidade.

Adicionalmente, os cientistas trataram animais que já haviam adoecido naturalmente com cânceres metastáticos que lhes afetavam os pulmões. E detectaram que os tumores diminuíram e os roedores sobreviveram por mais tempo, comparativamente aos animais que não foram sujeitos à mesma terapia. 

As nanopartículas do vírus teriam assim atuado nos pulmões, recrutando células imunológicas.

"Estas células podem alterar o microambiente tumoral para se tornarem mais adeptas a combater o câncer – isso inclui não apenas tumores já estabelecidos, mas também futuros tumores", compartilhou num comunicado Eric Chung, aluno de doutorado. em bioengenharia que colaborou com o estudo. 

De acordo com a Galileu, antes do tratamento ser oferecido a pacientes humanos, os cientistas querem realizar estudos adicionais sobre imunotoxicidade e farmacologia. Esperam também combinar o método do vírus do feijão-frade com outros tratamentos, tais como quimioterapia, radioterapia e medicamentos. 

Via...Notícias ao Minuto  

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