segunda-feira, 7 de março de 2022

Mais de um milhão de refugiados ucranianos na Polônia

O país, que alberga uma população de cerca de 38 milhões de pessoas, é o que está recebendo maior número de refugiados de entre os vizinhos da Ucrânia

© Lusa


O número de pessoas procedentes da Ucrânia que entraram na Polônia para fugir à invasão russa ultrapassou, ao fim da tarde deste domingo, um milhão, anunciou a guarda-fronteiriça polaca.

"É um milhão de tragédias humanas, um milhão de pessoas expulsas das suas casas pela guerra [desde 24 de fevereiro], um milhão de pessoas que ouviram os guardas-fronteiriços dizer, uma vez franqueada a fronteira, 'Estão em segurança'",  diz um comunicado divulgado pela guarda-fronteiriça polaca na rede social Twitter.

O país, que alberga uma população de cerca de 38 milhões de pessoas, é o que está recebendo maior número de refugiados de entre os vizinhos da Ucrânia, embora alguns dos que entraram na Polônia prossigam viagem para outros países.

Por sua vez, a ONU tinha anunciado neste domingo, algumas horas antes, que o número total de pessoas que abandonaram a Ucrânia para procurar refúgio nos países vizinhos ultrapassara 1,5 milhões em dez dias, fazendo desta crise de refugiados a "de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial".

Na Polônia, a sua chegada desencadeou um grande movimento de solidariedade, tendo as autoridades agilizado as formalidades na fronteira e organizado centros de acolhimento, ao passo que milhares de particulares ofereceram aos refugiados refeições, transporte e alojamento nas suas casas, em todo o país.

Um pouco por todo o lado, a população levou para câmaras municipais, igrejas, escolas e recintos desportivos grandes quantidades de alimentos, produtos de higiene, roupa e cobertores.

Nas estações ferroviárias das principais cidades, por exemplo em Varsóvia, Cracóvia e Wroclaw, dezenas de voluntários esperavam os refugiados à saída dos trens para os informar das possibilidades de alojamento e de outras formas de assistência.

Muitas escolas abriram logo as suas portas às crianças ucranianas, sendo a maioria dos refugiados mulheres e crianças, já que os homens ficaram combatendo na Ucrânia.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques causaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções econômicas e financeiras a Moscou.

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