terça-feira, 12 de novembro de 2019

Milhares de chilenos fazem manifestação nas ruas em dia de greve geral

Eles reivindicaram o fim das desigualdades e melhorias na educação e saúde e o aumento das pensões

@DR
Milhares de chilenos reivindicaram hoje, em várias cidades do país, o fim das desigualdades e melhorias na educação e saúde e o aumento das pensões, no âmbito de uma greve geral realizada após três semanas de protestos.

A paralisação foi convocada pela plataforma Unidade Social, que junta organizações sindicais, estudantis e sociais.
Na capital do Chile, a manifestação partiu da Praça Itália e terminou no centro histórico da cidade, perto do palácio presidencial de La Moneda.
Aprovada em 1980 num controverso referendo e em plena ditadura de Pinochet, a Constituição chilena foi revista ao longo dos anos mais de 40 vezes, mas continua sendo foco de críticas por causa do seu espírito neoliberal e por favorecer a iniciativa privada em setores encarados como essenciais como a saúde, a educação ou o sistema de pensões.
No domingo, o Presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou que está preparando um projeto para alterar a Lei Fundamental.
As manifestações de hoje ocorreram em várias localidades como Concepción, a 500 quilômetros a sul de Santiago do Chile e uma das principais cidades chilenas, Valparaíso e Viña del Mar.
Em Valparaíso, o Congresso Nacional suspendeu todas as sessões previstas para hoje por "motivos de segurança".
A redação de um novo texto constitucional é uma das principais exigências da contestação popular que afeta o Chile desde o dia 18 de outubro.
Os protestos já provocaram a morte de 20 pessoas, cinco delas diretamente relacionadas com a repressão das forças de segurança das manifestações, e milhares de feridos e detidos.
Também existem denúncias de abusos e de atos de tortura por parte de elementos das forças de segurança.
As manifestações no Chile surgiram inicialmente em protesto contra um aumento do preço dos bilhetes de metrô em Santiago, decisão que foi suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo Presidente chileno Sebastián Piñera. 
Mas, apesar do recuo das autoridades, as manifestações e os confrontos prosseguiram devido à degradação das condições sociais e às desigualdades no país.
VIA...NOTÍCIAS AO MINUTO

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