Porta-voz da Wada pede o banimento de todos os atletas russos de todos os esportes das competições internacionais
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| © Reuters |
A comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira (18) um relatório que confirma a existência de um esquema de manipulação do controle antidoping nos Jogos de Inverno de Sochi 2014.
De acordo com o Globo Esporte, o relatório possui 103 páginas e confirma as denúncias do ex-diretor do laboratório nacional antidoping russo, Grigory Rodchenkov, de que a manipulação de amostras tinha total apoio das autoridades locais.
A investigação foi liderada pelo professor e advogado esportivo Richard McLaren.
O documento indica que a fraude era diretamente controlada e supervisionada pelo Ministério do Esporte da Rússia. Além disso, contava com assistência de laboratórios de Sochi e Moscou e agências governamentais como a FSB, nome dado à antiga agência de espionagem KGB.
Ben Nichols, porta-voz da Wada, disse no Twitter, que ficou perplexo com a dimensão do escândalo. Nichols pediu o banimento de todos os atletas russos de todos os esportes das competições internacionais, incluindo os Jogos do Rio. No entanto, a publicação refere que, pouco mais de uma hora depois, o porta-voz da Wada apagou a postagem.
" A investigação de McLaren revela o mais deliberado e perturbador abuso de poder que já vi no esporte. Um esquema através de 30 esportes significa que não é mais possível haver presunção de inocência. A Wada pede ao movimento esportivo que negue aos atletas russos a participação em competições internacionais, inclusive do Rio, até que uma "mudança de cultura" seja alcançada", havia escrito Nichols no Twitter.
Ainda de acordo com o Globo Esporte, o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiu que irá avaliar as "complexas e detalhadas alegações, em particular sobre o Ministério do Esporte da Rússia", e pode aplicar sanções na Rio 2016.
"As conclusões do relatório mostram um ataque chocante e sem precedentes sobre a integridade do desporto e sobre os Jogos Olímpicos. Portanto, o COI não hesitará em tomar as mais duras sanções disponíveis contra qualquer indivíduo ou organização implicada", afirmou o presidente do COI, Thomas Bach.

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