quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Paulo Coelho diz que Bolívia sofreu golpe de Estado e lamenta situação

Na segunda-feira o brasileiro criticou o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) por reconhecer o atual governo boliviano

@Reuters
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Paulo Coelho, 72, afirmou nesta terça-feira (19) que a Bolívia sofreu um golpe de Estado e que está muito triste com a situação atual do país. Em vídeo publicado em seu perfil oficial no Twitter, o escritor brasileiro lembrou das várias vezes em que esteve em cidades bolivianas e como sempre foi bem acolhido pela população.

"Conheço bem a Bolívia e me importa ver o golpe de Estado, assim eu digo sem sutilezas, em um povo que é encantador, encantador." Ele se solidarizou com os bolivianos e lamentou tudo o que está acontecendo. 
Na última sexta-feira (15), o escritor já tinha se manifestado sobre a crise política no país, também pelo Twitter, mas de forma mais crítica. 
"Bolívia: grande país, grande povo, uma cultura incrível, agora na mira dos rifles de uma elite inescrupulosa e sem vergonha. E o que é pior: o silêncio dos principais meios de comunicação internacionais."
O ex-presidente Evo Morales, que está no México, agradeceu o apoio de Paulo Coelho. "Agradeço de todo o coração ao irmão Paulo Coelho pelas suas palavras de solidariedade e apoio à luta pacífica do nosso povo pela recuperação da paz social com democracia e pelo fim dos crimes contra a humanidade cometidos pelo golpe de Estado na Bolívia", escreveu ele.
Na segunda-feira (18), o brasileiro criticou o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) por reconhecer o atual governo boliviano. "Pelo que saiba, até agora só o patético Ernesto Araujo reconheceu o governo golpista boliviano. O que envergonha os diplomatas do @ItamaratyGovBr" 
Desde as últimas eleições, seguidas da renúncia de Evo Morales após denúncias de fraude, uma crise política se instalou na Bolívia.
Partidários do ex-presidente, que defendem que o país sofreu um golpe de Estado, bloquearam trechos de estradas na região de La Paz para protestar contra Jeanine Añez, senadora de oposição que assumiu o cargo. 
Nesta terça-feira (19), três pessoas morreram baleadas e pelo menos outras 30 ficaram feridas num confronto entre manifestantes e militares que tentavam liberar o acesso a uma refinaria de combustíveis em El Alto, cidade vizinha de La Paz. Os números foram informados pela Defensoria Pública da Bolívia ao jornal El Deber.
A polícia e as forças militares bolivianas usaram helicópteros e blindados para desbloquear a saída da refinaria, que tinha sido fechada com pilhas de pneus em chamas por apoiadores do ex-presidente Evo Morales. 


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