quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Nova York fecha novamente escolas por causa de aumento de infecções

Nova Iorque vai encerrar novamente todas as escolas da cidade a partir de quinta-feira, para mitigar a propagação do novo coronavírus, anunciou hoje o autarca, Bill de Blasio.

© DR

Nova York vai fechar novamente todas as escolas da cidade a partir de quinta-feira, para mitigar a propagação do novo coronavírus, anunciou hoje o prefeito Bill de Blasio.

As autoridades nova-iorquinas tinham anunciado, durante o verão, que as escolas voltariam a encerrar se 3% de todos os testes feitos à presença do SARS-CoV-2 em toda a cidade tivessem resultado positivo.

O pico de infecções contabilizadas aproximou-se desta percentagem na última semana, razão pela qual Nova York  decidiu voltar atrás no regresso do ensino presencial e Blasio aconselhou os encarregados de educação para se preparem para o encerramento das instituições de ensino dentro de dias.

A decisão foi tomada hoje, dá conta a Associated Press (AP). O prefeito da 'Big Apple' disse também que o número de novos contágios ultrapassou esta semana os 3%.

Nova York  tem mais de um milhão de estudantes no ensino público que agora continuarão os estudos inteiramente online. Até ao final de outubro, apenas 25% dos estudantes tinha regressado às aulas presenciais, uma percentagem mais baixa do que aquela prevista pelas autoridades nova-iorquinas.

O regresso às aulas presenciais foi faseado: em 21 de setembro para as creches e estudantes com necessidades educativas especiais, em 29 de setembro para o ensino básico e 01 de outubro para o secundário.

Na altura, a percentagem de pessoas cujo resultado da testagem à presença do novo coronavírus era positivo, durante um período de sete dias, era menor do que 2%.

Apesar da reabertura, mais de 1.000 estabelecimentos de ensino estiveram temporariamente encerrados durante este período, devido ao conhecimento de vários casos de covid-19 e ao aumento do número de infecções em várias seções da cidade, que obrigou a confinamentos nessas zonas.

À semelhança do resto do país, o ensino presencial em Nova York parou no meio de março, altura em que a primeira onda da pandemia atingiu os Estados Unidos.

Apesar de várias cidades norte-americanas terem decidido começar o novo ano letivo dando preferência ao ensino online, Bill de Blasio pressionou o regresso ao ensino presencial.

O prefeito democrata justificou a pressão feita com a necessidade que vários estudantes tinham de acessar serviços apenas disponíveis nas escolas, e que os encarregados de educação precisavam do regresso das aulas presenciais para poderem regressar ao trabalho.

Também estava equacionado um regresso faseado, com uma parte dos alunos a assistir às aulas presencialmente, e os restantes elementos da turma através da 'web'.

Este regresso ao ensino presencial estava inicialmente previsto para 10 de setembro, mas foi adiado por cauda da contestação de encarregados de educação, professores - que ameaçaram fazer greve - e funcionários das escolas.

Na sequência da contestação, as autoridades nova-iorquinas comprometeram-se a contratar milhares de novos docentes e a fazer a testagem entre 10% e 20% de todos os alunos e funcionários mensalmente.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.339.130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (248.687) e também com mais casos de infecção confirmados (mais de 11,3 milhões).

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