Pai e filho firmaram acordo para colaborar com o Ministério Público Federal e admitiram diversas operações ilegais envolvendo empresas e políticos
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Daniel Firmeza Machado, filho do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, afirmou em depoimentos de sua delação premiada que chegou a manter R$ 2 milhões em dinheiro, guardados numa sala comercial de Fortaleza.
Pai e filho firmaram acordo para colaborar com o Ministério Público Federal e admitiram diversas operações ilegais envolvendo empresas e políticos.
Daniel contou que apresentou ao seu pai o operador Felipe Parente, homem que durante cerca de três anos -de 2004 a 2007- foi o responsável por arrecadar recursos junto às empresas em nome de Sérgio Machado, que os repassava a políticos aliados.
Machado assumiu a Transpetro em 2003. No ano seguinte, por intermédio de Daniel, Felipe Parente passou a trabalhar no processo de recolhimento de propina paga por empresários.
De acordo com Daniel, Machado entregava os nomes dos executivos a quem Felipe Parente deveria bater à porta e pedir dinheiro. Pelo serviço escuso, segundo Daniel, Parente recebia 5% de cada remessa arrecadada.
Daniel relatou que nesse período pediu ao pai que o ajudasse a quitar dívidas contraídas por suas empresas. Machado concordou e pediu que Felipe Parente o repassasse o montante: entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões.
Ele contou ainda que, durante um tempo, armazenou esse dinheiro, em espécie, numa sala alugada em Fortaleza. Mais tarde, combinou com os controladores de uma construtora para que a empresa recebesse esse montante em dinheiro e o repassasse por transação bancária ao seu irmão, Sérgio Firmeza Machado.
De acordo com Daniel, nem a construtora nem seu irmão sabiam que o dinheiro era originário dos negócios feitos entre Felipe Parente e seu pai. Ele relatou ter contado ao irmão que o valor referia-se à venda de um imóvel.
HONORÁRIOS
Daniel admitiu que, desde janeiro deste ano, vem arcando com as despesas dos advogados de Felipe Parente, citado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, e que também fechou delação premiada com o Ministério Público.
Daniel disse ter ficado anos sem falar com Parente, que voltou a procurá-lo após a deflagração da Operação Lava Jato.
Conforme relato de Daniel, Parente contou que estava sendo ameaçado por um doleiro com quem fazia negócios na época em que ele prestava serviço a Sérgio Machado.
O doleiro exigia dinheiro para não denunciá-lo Parente. Por orientação de Daniel, segundo ele próprio contou aos investigadores, Parente se recusou a comprar o silêncio do doleiro.
Após a delação de Ricardo Pessoa, Daniel afirma ter sido procurado pelo irmão de Felipe Parente, que lhe pediu para bancar os honorários da defesa do operador. Daniel confessou que aceitou a solicitação e, por isso, passou a arcar com a defesa do ex-operador de seu pai. Com informações da Folhapress.

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