sábado, 21 de maio de 2022

Entenda os principais momentos da acirrada relação entre Bolsonaro e Moraes

 

Os embates, porém, começaram ainda em 2019, com a abertura do inquérito das fake news, teve picos em 2020 e chegou próximo de uma crise institucional no 7 de Setembro de 2021.

© Getty

FABIO SERAPIÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A relação tensa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pode ter seu ápice no período eleitoral.


Os embates, porém, começaram ainda em 2019, com a abertura do inquérito das fake news, teve picos em 2020 e chegou próximo de uma crise institucional no 7 de Setembro de 2021.


O mais recente capítulo das rusgas entre os dois, a notícia-crime de Bolsonaro contra Moraes protocolada no STF e na Procuradoria-Geral da República, é visto como a sinalização do futuro auge da crise. Moraes será o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de 2022.
Entenda abaixo a cronologia da crise entre Bolsonaro e Moraes.
Inquérito das fake news

- Em 14 de março de 2019, o ministro Dias Toffoli abre inquérito regimental para investigar ataques contra integrantes do STF, vazamento de investigações tributárias que miravam parentes de ministros e disseminação de fake news. Alexandre de Moraes é escolhido por Toffoli como relator.
- A apuração é considerada controversa por ter sido instaurada por Toffoli de ofício, ou seja, sem provocação da PGR.

- Em 16 de abril de 2019, por ordem de Moraes, PF faz buscas contra pessoas que usavam redes sociais para atacar ministros do STF.

- Em 18 de abril de 2019, Bolsonaro parabeniza Moraes após o ministro rever decisão que censurou revista.
Amigos

- Em 7 de agosto de 2019, Moraes, Bolsonaro e Rodrigo Maia, então presidente da Câmara, se reúnem para debater pacote anticrime.
- Em 13 de agosto de 2019, a Folha registra conversa entre Bolsonaro, Moraes, Barroso e Toffoli durante evento. Moraes aparece sorrindo durante a conversa.

ONGs
Em 5 de outubro de 2019, Moraes notifica Bolsonaro a explicar declarações sobre participação de ONGs em incêndios na Amazônia.
Marielle

- Em 17 de dezembro de 2019, Moraes arquiva duas representações que pediam que o presidente Jair Bolsonaro e seu filho Carlos Bolsonaro fossem investigados no caso da morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL).
Contra

- Em 26 de março de 2020, Moraes suspende trecho da MP do governo federal que alterou regras da Lei de Acesso à Informação.
- Em 08 de abril de 2020, Moraes decide em ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que governos estaduais e municipais têm autonomia para determinar o isolamento social.
Pico da crise

- Em 21 de abril de 2020, Moraes abre inquérito, a pedido da PGR, para investigar organização de atos antidemocráticos.
- Em 29 de abril de 2020, Moraes suspende a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.

- Em 27 de maio de 2020, a PF cumpre busca e apreensão contra aliados do presidente no inquérito das fake news. Decisão cita a expressão "gabinete do ódio", que seria localizado no Palácio do Planalto.

- Em 16 de junho de 2020, PF faz buscas contra aliados de Bolsonaro no inquérito dos atos antidemocráticos
Revide

- Em 25 de julho de 2020, Bolsonaro utiliza AGU para entrar com ação contra decisão de Moraes no inquérito das fake news que mandou retirar publicações de bolsonaristas em redes sociais.
- Em 5 de agosto de 2021, Bolsonaro critica Moraes em entrevista e diz que a hora do ministro "vai chegar". Interferência na PF

- Em 20 de outubro de 2020, Moraes assume a relatoria do inquérito da suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

- Em 5 de dezembro de 2020, Moraes pede para STF decidir sobre depoimento de Bolsonaro na investigação sobre interferência.
Drible

- Em 1 de julho de 2021, Moraes arquiva inquérito dos atos antidemocráticos a pedido da PGR, mas abre outra apuração para investigar "milícias digitais" integradas por bolsonaristas
Ofensiva

- Em 4 de agosto de 2021, Moraes inclui Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news por causa das acusações sem provas contra as urnas feita em live de 29 de julho

- Em 12 de agosto de 2021, Moraes acolhe notícia crime e abre inquérito contra Bolsonaro por vazamento de inquérito sigiloso sobre ataque hacker ao TSE
- Em 13 de agosto de 2021, Moraes ordena e PF prende Roberto Jefferson (PTB), aliado de Bolsonaro.

- Em 20 de agosto de 2021, Bolsonaro protocola no Senado um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) por causa de ameaças as instituições.
- Em 3 de setembro de 2021, Moraes decreta prisão de Zé Trovão, um dos organizadores dos atos do 7 de Setembro.
Auge

- No feriado de 7 de Setembro de 2021, Bolsonaro participa de atos e, em São Paulo, ataca diretamente Moraes. "Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha", disse.
Recuo

- Em 9 de setembro de 2021, Bolsonaro, por intermédio de Michel Temer, liga para Moraes após ataques feitos no sete de setembro.
Retorna a tensão

- Em 5 de outubro de 2021, Moraes ordena a prisão e extradição de Allan dos Santos, um dos principais apoiadores do presidente.

- Em 3 de dezembro de 2021, Moraes abre inquérito a pedido da CPI da Covid por fala em que Bolsonaro atrelou vacinação ao desenvolvimento de Aids.
- Em 22 de dezembro de 2021, Moraes pede manifestação de Bolsonaro em ação que partido cobra explicações sobre suposta pressão na Anvisa no caso de vacina para crianças.
Milícias Digitais

- Em 8 de fevereiro de 2022, Moraes autoriza que material coletado no caso sobre vazamento de investigação de ataque hacker ao TSE seja compartilhado com inquérito das milícias digitais.
Daniel Silveira

- Em 21 de abril de 2022, Bolsonaro concede indulto a Daniel Silveira após condenação por caso investigado nos inquéritos relatados por Moraes.
Ataque e contra-ataque

- Em 10 de maio de 2022, Moraes determina junção das investigações do material coletado no caso sobre live de 29 de julho em que Bolsonaro atacou urnas sem provas com inquérito das milícias digitais. Em 17 de maio de 2022, Bolsonaro entra com queixa-crime contra Moraes no STF e na PGR.
Encontro

- Em 19 de maio de 2022, Moraes e Bolsonaro se cumprimentam durante evento no TST (Tribunal Superior do Trabalho). Um dia depois, Bolsonaro afirma que Moraes se comporta como o líder de partido de esquerda e de oposição.

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