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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Após ocupar torres de transmissão, índios negociam com governo paulista

Os indígenas estão no Parque do Jaraguá desde a última quarta-feira (13)

© DR
Três secretários estaduais foram nesta sexta-feira (15) ao Parque do Jaraguá para negociar com os índios que ocupam as estruturas da unidade de conservação desde quarta-feira (13). Na quinta (13), o grupo, que reúne indígenas de diversas partes do país, tomou também o controle das torres de transmissão que ficam no Pico do Jaraguá, na parte mais alta do parque, localizado na zona norte da capital paulista. As informações são da Agência Brasil.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MST quer ajuda das Forças Armadas para reprimir conflitos agrários

A grande preocupação dos trabalhadores rurais é quanto ao corte de programas federais ligados à questão agrária, diante da previsão de déficit do governo de R$ 139 bilhões para 2017

© DR
O Governo Federal e os movimentos sociais discutem nesta quarta-feira (5), na sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília, as políticas para a agricultura familiar e reforma agrária. Entre as reivindicações dos ruralistas está a intervenção das Forças Armadas para reprimir os conflitos agrários.

No encontro, que vai até quinta-feira (6), está confirmada a presença de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar no Brasil (Contraf), o MST – Movimento dos Trabalhadores sem Terra, além de cerca de 40 outras lideranças. Representando o governo, estarão presentes na reunião o secretário especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento, José Roseno, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Leonardo Góes.
De acordo com o coordenador-geral da Contraf Brasil, Marcos Rochinski a grande preocupação dos trabalhadores rurais é quanto ao corte de programas federais ligados à questão agrária, diante da previsão de déficit do governo de R$ 139 bilhões para 2017.
"Nós entendemos que pela importância social e econômica que a reforma agrária e agricultura familiar tem em nosso país, nós não podemos entrar o ano tendo cortes ou tendo previsão de orçamento menor do que já vinhamos tendo e utilizando. E se nós não nos entendermos nas mesas de negociação, a forma como nós iremos pressionar o governo para que não sejam efetivados esses cortes será certamente através das lutas sociais."
Os trabalhadores do setor agrário ainda reivindicam a continuidade do Programa Nacional de Crédito Fundiário, além de assistência técnica e extensão rural.
De acordo com o MST, entre os programas já prejudicados com cortes de investimentos do Governo federal está o PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, medida que compra alimentos de agricultores familiares para distribuição a pessoas de baixa renda, que sofreu redução de verbas, passando R$ 478 milhões para R$ 294 milhões, o que reduz de 91,7 mil para 41,3 mil o número de famílias atendidas. Ainda segundo o Movimento Sem Terra, no caso do Incra houve redução 48% nos recursos do programa de reconhecimento de áreas quilombolas, 52% dos recursos do programa de obtenção de terra para a reforma agrária, reduzindo a meta de 174 mil hectares para 27 mil hectares. Na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o MST critica, que o programa Agropecuária Sustentável sofreu corte de 33%. Já a ampliação e melhoria da capacidade de armazenamento de alimentos da companhia, uma das prioridades do órgão no Plano Plurianual 2016-2019, o MST diz que praticamente desapareceu. A expectativa dos trabalhadores é a de que o resultado dos dois dias de debate entre os Movimentos Sociais e governo federal seja apresentado na quinta-feira (6) na Casa Civil, para o ministro Eliseu Padilha. Com informações do Sputnik Brasil.

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