Segundo a Receita, estima-se que entre 10% e 20% da carga seja de cocaína - com base em ocorrências anteriores envolvendo o mesmo método de ocultação. As perícias preliminares apresentaram resultado positivo para cocaína nos materiais apreendidos.
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| © Divulgação / Receita Federal |
Segundo a Receita, estima-se que entre 10% e 20% da carga seja de cocaína - com base em ocorrências anteriores envolvendo o mesmo método de ocultação. As perícias preliminares apresentaram resultado positivo para cocaína nos materiais apreendidos. O total de droga em meio a carga de madeira poderá variar entre 20 e 50 toneladas, informou o órgão. A análise da carga apreendida ainda não foi concluída.
"Confirmado o volume, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil - e uma das maiores da já registradas no mundo. É uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em publicação na rede social X. "A Operação Timber Shield mostra a importância da integração entre inteligência, fiscalização aduaneira, investigação criminal e cooperação internacional", disse.
Informações compartilhadas pelos EUA mostram que a carga apreendida no Brasil tem relação com outras cargas interceptadas no Chile no início do mês, todas de origem boliviana. Somente no dia 6 de junho a aduana chilena apreendeu 100 toneladas da droga misturada em madeira, conforme a Receita Federal.
"A cooperação internacional entre Brasil, EUA e Bolívia foi determinante para identificação do esquema internacional, com atuação integrada entre as aduanas, os EUA e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico, FELCN da Bolívia", informou o órgão. "A Operação Timber Shield evidencia o alto grau de sofisticação das organizações criminosas e reforça a importância da cooperação internacional", explicou.
A operação coordenada pela Receita Federa também contou com atuação do Exército, da Polícia Federal (PF), do Grupo Especial de Segurança da Fronteira (Gefron) e das Polícias Científicas do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que auxiliaram com perícias e análises prévias. Apesar da cooperação internacional, a cocaína apreendida em Corumbá e Cáceres permanecerá no Brasil, segundo o órgão.
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