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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Conab: 8ª previsão para safra 2025/26 mantém recorde de 357,97 milhões/t (+1,6% ante 2024/25)

Conab projeta produção recorde de grãos na safra 2025/26, impulsionada principalmente pela soja e pelo milho. Enquanto sorgo avança no campo, arroz, feijão, algodão e trigo devem registrar queda na produção

aleksandarlittlewolf/magnific.

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 está estimada em 357,97 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 1,6%, ou 5,71 milhões de toneladas a mais, em comparação com a temporada anterior, 2024/25, que somou 352,27 milhões de toneladas. Os números apontam para uma safra recorde em 2025/26, segundo dados do 8º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta quinta-feira, 14.

Conforme a Conab, a produção de soja deve atingir um marco inédito, chegando a 180,13 milhões de toneladas. O volume supera a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em relação à safra 2024/25, a expectativa é de crescimento de 8,6 milhões de toneladas, alta de 5%, marcando o sétimo aumento nas últimas dez safras.

Outro destaque é o milho da primeira safra, que voltou a registrar aumento na área semeada em relação aos últimos anos. A expectativa é de uma colheita de aproximadamente 28,46 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas o volume produzido na safra anterior.

Considerando as três safras do milho, a Conab estima a segunda maior produção da série histórica, com 140,17 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, houve revisão positiva de 0,4%, equivalente a 600 mil toneladas.

Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal apresentou aumento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com acréscimo de 493 mil toneladas. Já a segunda safra, com plantio concluído, deve alcançar 108,46 milhões de toneladas, registrando leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior.

Segundo a Conab, nos Estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção. Ainda assim, no cenário nacional, os dados apontam aumento de 2,1% na área plantada.

Para o sorgo, a expectativa é de uma safra de 7,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,8% em relação à temporada anterior. De acordo com a Conab, o avanço está ligado ao aumento expressivo da área cultivada, já que o cereal apresenta maior tolerância à seca e possui utilização semelhante à do milho.

A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, onde o aumento foi de 50,7%. Maior produtor nacional na safra 2024/25, Goiás deve registrar crescimento de 40,3% na produção, ultrapassando 2,2 milhões de toneladas.

“Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de déficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, afirmou no relatório o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

No caso do arroz, alimento básico na mesa dos brasileiros, as projeções indicam queda de 13,1% na produção, estimada em 11,08 milhões de toneladas. O volume mantém estabilidade em relação ao levantamento anterior, mas representa recuo de 1,7 milhão de toneladas frente à safra 2024/25.

A redução é atribuída à diminuição de 13,7% na área plantada. Apesar disso, com 94,6% da área já colhida, a produtividade da cultura apresentou ganho nesta safra, alcançando 7.281 quilos por hectare.

Para o feijão, outro produto importante para o consumo interno, a produção total deve cair 5,2% em relação à temporada anterior, somando 2,90 milhões de toneladas nas três safras do grão.

Com 95,4% da área colhida, a primeira safra apresentou aumento de produtividade de 4,3%, devendo ultrapassar 969 mil toneladas produzidas. A segunda safra está estimada em 1,23 milhão de toneladas, queda de 7,8% na comparação com 2024/25.

Segundo a Conab, apesar da redução nas áreas plantadas e na produção de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento no mercado interno.

Já a produção de algodão deve alcançar aproximadamente 3,97 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em relação à safra anterior. A projeção reflete redução tanto da área plantada quanto da produtividade.

Nas culturas de inverno, o trigo também deve registrar retração. A produção estimada é de 6,39 milhões de toneladas, queda de 18,9% em comparação a 2025. Segundo a Conab, a redução é consequência, principalmente, da menor área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná.

VIA… NOTÍCIAS AO MINUTO   

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