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domingo, 10 de junho de 2018

Brasileiro inventor de óculos de holograma disputa Prêmio na Europa

Invenção do engenheiro Alex Kipman destacou-se em meio a mais de 500 inscrições neste ano

©  Reprodução / Facebook

País que inventou o relógio de pulso, o identificador de chamadas telefônicas e os caixas eletrônicos automatizados, o Brasil teve o talento reconhecido em nível internacional. Desenvolvedor de óculos de realidade virtual que exibem hologramas, o engenheiro Alex Kipman, nascido em Curitiba, tornou-se o primeiro brasileiro finalista do Prêmio Inventor Europeu, na categoria de países de fora da Europa.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Ameaçado após fama, garoto que ganhou camisa do Messi foge do Afeganistão.

Murtaza, de cinco anos, vivia no leste do Afeganistão mas teve que mudar depois que família recebeu ameaças
O menino afegão Murtaza Ahmadi, 5, comoveu as redes sociais ao aparecer vestido com uma camisa 10 da seleção argentina feita de saco de lixo, tanto que recebeu um exemplar original autografado pelo titular do uniforme, Lionel Messi. Agora, porém, a família de Murtaza foi forçada a fugir do Afeganistão.
O pai do menino conta que levou a família para o Paquistão depois de receber ameaças de sequestro, incluindo de um mafioso local que exigia dinheiro da família.
Arif Ahmadi diz que teve que sair da província de Ghazni, no Afeganistão, porque a situação estava "muito arriscada".
"Há alguns dias eu recebi um telefonema de um gângster local. Ele achava que, como meu filho ganhou essas camisas do Messi, também ganhou dinheiro e pediu uma parte", diz Ahmadi à BBC.
Murtaza (2º a partir da direita) afirma que ainda quer se encontrar com Messi
A família agora está em Quetta, no Paquistão, e espera que a vida melhore - no momento, Murtaza e outras sete pessoas da família estão dividindo um único cômodo.
A primeira parada da família havia sido a capital paquistanesa, Islamabad, mas desistiu de ficar por lá por conta dos altos preços de bens e serviços na metrópole.

Fama e câmeras

Enquanto os Ahmadi se adaptam ao novo país, Murtaza, de cinco anos, tenta se esconder de equipes de televisão e praticar mais futebol.
O menino ficou famoso depois que uma foto sua vestindo a camiseta de futebol improvisada circulou o mundo pelas redes sociais, e muitas pessoas começaram a tentar identificar seu paradeiro. A BBC ajudou a localizá-lo.
A camiseta improvisada de Murtaza desencadeou uma grande busca online pelo jovem torcedor
Murtaza foi finalmente identificado após o tio dele, Azim Ahmadi, um afegão que vive na Austrália, intermediar o contato da BBC com o seu irmão, Arif, pai do menino.
Depois, o menino recebeu duas camisas autografadas por Messi ─ uma da seleção argentina e outra do Barcelona.
Agora vivendo no Paquistão, o menino ainda espera encontrar o ídolo.
"Messi, você sabe o quanto gosto de você. Agora quero que você me convide para que eu possa te encontrar", disse Murtaza à BBC.
Messi é um dos embaixadores da boa vontade da Unicef, o braço da ONU para a infância. O jogador afirmou que também gostaria de encontrar Murtaza, mas ainda não foram feitos planos para a visita de Messi à família.
Esta imagem foi feita quando o menino ainda morava no Afeganistão e tinha acabado de ganhar as duas camisas autografadas por Messi
No começo do ano, a Associação de Futebol afegã prometeu reunir os dois, fosse no Afeganistão, na Espanha ou em um outro país.
O pai de Murtaza afirmou que, até o momento, nenhuma das opções funcionou.

domingo, 1 de maio de 2016

Morte de Senna completa 22 anos; veja fotos da carreira do piloto

Brasileiro não sobreviveu a uma forte batida no GP de Ímola, na Ítalia, em 1º de maio de 1994.

Reuters







Desde 1994 que o 1º de maio não é lembrado apenas como o Dia do Trabalho: foi nesta data, afinal, que o piloto brasileiro Ayrton Senna, tricampeão da Formula 1 e um dos maiores ídolos da história esportiva do país, acabou falecendo após uma forte batida na curva Tamburello, em Ímola, na Itália.

Senna iniciou a corrida com uma pressão gigantesca nos ombros. Ele estava há dois anos sem títulos e não havia conseguido completar nenhuma das três provas disputadas até então naquele início de temporada. Em tese, o brasileiro pilotava o melhor carro da categoria, uma Williams, que nos anos anteriores havia garantido o título a seus dois maiores rivais – Nigel Mansell, em 1992, e Alain Prost, em 1993.
No treino da sexta-feira, o também brasileiro Rubens Barrichello, estreando na Formula 1, bateu forte e por pouco não morreu – no treino do sábado, uma outra batida grave vitimou o austríaco Roland Ratzenberger.
Embora houvesse um movimento para que o GP fosse cancelado, a corrida de domingo se concretizou mas não chegou ao fim.
Assim como uma boa parte dos norte-americanos que viveu o 11 de Setembro se lembra do que estava fazendo no momento dos atentados, muitos brasileiros também se recordam com detalhes daquela manhã de domingo, há 22 anos.
Veja mais fotos em:

domingo, 24 de abril de 2016

A 'habilidade inata' dos encantadores de serpentes do Paquistão.

Membros da tribo Jogi, na província de Sindh, no Paquistão, acreditam que o encantamento de serpentes seja uma habilidade inata que passa de geração em geração.
A BBC seguiu um encantador de serpentes Jogi no deserto de Sindh. Ao encontrar uma serpente, ele promete cuidar dela, alimentá-la com leite e boa comida – em troca, ela não o morderia, diz ele.
Quando a cobra deixa de aceitar alimentos, é hora de libertá-la e treinar outra.
Sua rotina consiste também em tocar uma flauta diante da serpente por horas, em algum ponto da cidade, para que as pessoas façam doações. Mas o dinheiro mal dá para alimentar sua família. Veja o vídeo.
Via...BBCBrasil

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A repórter de nove anos que cobriu um homicídio nos EUA.

A americana Hilde Lysiak começou seu jornal "Orange Street News" com 7 anos
"EXCLUSIVO: assassinato na rua Nove!"
Com esse título, Hilde Kate Lysiak publicou em seu jornal comunitário online a notícia de um homicídio, que ocorreu no sábado passado no pequeno distrito de Selinsgrove, no Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Hilde tem nove anos e não apenas incluiu informações e fez um vídeo da cena do crime, como também chegou ao local muito antes de outros veículos.
No entanto, vários adultos reagiram com indignação nas redes sociais, acusando o pai – um ex-jornalista – de irresponsabilidade por deixar sua filha cobrir um crime e aconselharam a menina a "brincar com bonecas".

Jornal com giz de cera

Hilde Lysiak começou a se envolver com o jornalismo aos 7 anos, fazendo um jornal para sua família com giz de cera, que logo se transformou em uma fonte comunitária de notícias com site na internet e página no Facebook.
Em 2014, lançou o "Orange Street News" (Notícias da Rua Orange, em tradução livre), abrindo com a notícia do nascimento da sua irmã.
Aos 8 anos já cobria as reuniões do conselho municipal de Selinsgrove, um distrito de 5 mil habitantes, e entrevistava empresários locais, mas ela diz que "crime é definitivamente meu (assunto) favorito".
Hilde recebeu ajuda de seu pai, Matthew Lysiak, escritor e ex-jornalista do New York Daily News, que frequentemente a levava consigo em seu trabalho de repórter.
Sua irmã mais velha, Isabel Rose, de 12 anos, cuida dos vídeos e das fotos das reportagens.
Ela já cobriu a morte a tiros de um gambá, que poderia ter raiva, pela polícia, vários atos de vandalismo e a situação das lojas vazias na zona comercial de Selinsgrove.
"Suas notícias são geralmente positivas", disse Matthew Lysiak à agência AP. "(Mas), à medida que ganhou confiança, ela começou a sair dessa rotina".
E, no sábado, a menina foi informada por uma de suas fontes sobre um possível assassinato ocorrido perto da sua casa.
A menina falou sobre o assassinato desde a cena do crime horas antes de outros veículos

'Fontes'

A pequena repórter correu até a cena do crime e começou a fazer perguntas.
Em seu jornal informou sobre a morte de uma mulher. Acrescentou que a polícia não estava confirmando os detalhes.
Também escreveu que os moradores da área haviam sido orientados a não falar com a imprensa. Posteriormente, o site Penn Live informou que a mulher, de 75 anos, foi morta com diversos golpes na cabeça e tronco e que o caso está sendo tratado pela polícia como um homicídio.
Mas no "Orange Street News" a notícia, acompanhada de um vídeo, foi publicada horas antes que outros veículos chegassem à cena do crime. Pouco depois, as redes sociais estavam cheias de comentários negativos.
Alguns culpavam os pais da menina por deixá-la envolver-se nesse tipo de caso, outros a aconselhavam a brincar.
"Acho que ela tem muito talento e suas aspirações são grandes, mas o caso é provavelmente muito grande para que uma menina de 9 anos lide com ele", opinou uma enfermeira no Facebook.

Jornalismo versus bonecas

Mas o comentário que realmente irritou Hilde foi de alguém que escreveu: "me parece repugnante que uma menina tão adorável ache que é uma jornalista de verdade".
Hilde publicou um vídeo em seu site respondendo aos críticos de seu jornal
"Sei que estou incomodando alguns de vocês e que vocês gostariam que eu ficasse quieta e em silêncio porque tenho 9 anos", disse Hilde em um vídeo que postou como resposta.
"Mas se querem que eu deixe de cobrir as notícias, então, saiam (da frente) de seus computadores e façam algo a respeito das notícias. Aí está: pareço suficientemente adorável assim?"
Hilde insiste que continuará com seu trabalho jornalístico. "O fato de eu ter 9 anos não significa que não possa cobrir uma grande história."
Questionada se daria seguimento à notícia do crime da rua Nove, respondeu: "Terão de descobrir na próxima edição do 'Orange Street News'".
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