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sábado, 11 de junho de 2016

Homem fica 6 anos sem fazer nada após automatizar seu trabalho

(Foto: reprodução)
É sabido que existe um temor de que a automação irá acabar com o trabalho tradicional. Pelo menos para uma pessoa, isso já aconteceu, e por culpa dele mesmo. Trata-se de um programador identificado apenas com a alcunha de FiletOfFIsh1066, que contou que criou um software que fez a sua função por seis anos sem que ninguém soubesse. Quando descobriram, ele foi demitido.
O usuário do Reddit contou seu causo no subreddit CS Career Questions (com perguntas sobre a carreira na área de ciência da computação), onde revelou que após 8 meses na função de testes de garantia de qualidade, criou um programa que fazia todas as suas funções de teste. Depois disso, não precisou fazer mais nada. “Nos últimos 6 anos, eu talvez tenha feito 50 horas de trabalho real”.
O problema é que a função de garantia de qualidade, também conhecida como QA, é um trabalho protocolar para encontrar falhas nos programas dos outros. A tarefa é repetitiva, e os mesmos testes são feitos em todos os softwares para, então a automação deste processo não deve ter sido complicada.
Então, o que ele fazia durante seu tempo no serviço. Ele conta que a maior parte do tempo era dedicado a navegar no próprio Reddit e jogar League of Legends. Basicamente, qualquer coisa que ele queria.
“De 6 anos para cá, eu não tenho feito nada no trabalho. Não estou brincando. Por 40 horas por semana, eu vou para o trabalho, jogo o League of Legends no meu escritório, navego no Reddit e faço o que eu quero. Nos últimos 6 anos, eu fiz 50 horas de trabalho real. Então, praticamente nada. E ninguém realmente ligava. Os testes estavam operando com sucesso. Eu não estou brincando, eu não tinha trabalhos ou nada parecido no trabalho, então ninguém falava comigo exceto o meu chefe e, ocasionalmente, os desenvolvedores dos softwares que eu estava testando. Ontem, meu chefe me demitiu. Acho que alguém do TI descobriu depois de 6 anos e relatou para o meu chefe. Eu expliquei que automatizei meu trabalho, mas ainda estava atualizando a ferramenta, o que era mentira. De qualquer forma, eu fui demitido”.
Nosso amigo Filé de Peixe recorreu ao Reddit para pedir orientações de carreira, já que, depois destes 6 anos sem fazer nada, ele disse ter esquecido completamente como programar, o que dificulta bastante arrumar outro trabalho na área. Mais do que isso, o não-trabalho durante o período também causou um vício em videogames e álcool.
No entanto, nem tudo está perdido para ele. Filé explicou que seu trabalho pagava cerca de US$ 95 mil por ano, e nestes seis anos ele foi capaz de juntar US$ 200 mil, o que não é uma fortuna, mas pelo menos dá a ele a segurança para se reestabelecer e voltar ao mercado, ou abrir um negócio próprio. Antes de apagar a publicação, ele afirmou que iria reaprender a programar para procurar outros trabalhos; só não disse se pretende automatizá-los também.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vídeo mostra motorista dormindo ao volante de carro da Tesla; veja

(Foto: Divulgação)
Um vídeo postado no Youtube pelo site Electrek na semana passada mostra o motorista de um carro Model S da Tesla enquanto o veículo tem sua função de "piloto automático" ativada. Felizmente, o motorista não provocou acidentes - ao menos durante o período que o vídeo capturou. O vídeo pode ser visto abaixo:





sistema Autopilot (piloto automático) do Model S utiliza 13 sensores ultrassônicos diferentes para audar os carros a evitarem obstáculos e mudar de faixas. O sistema também é capaz de procurar vagas e até mesmo fazer baliza, além de receber novidades por meio de atualizações de software.
Apesar disso, no entanto, a empresa afirma repetidamente que o motorista ainda precisa estar consciente e preparado, mesmo com o sistema ativado. O Tech Insider entrou em contato com a empresa sobre o caso mostrado no vídeo, e a empresa respondeu com um comunicado:
"(...). O Autopilot é de longe o sistema mais avançado do tipo, mas ele não transforma os Tesla em veículos autônomos e não permite que o motorista abdique de responsabilidade. Desde o lançamento do Autopilot, nós continuamente educamos nossos clientes sobre esse recurso, lembrando-os que eles são responsáveis por se manter alertas e presentes enquanto usam o Autopilot e que eles devem estar preparados para assumir o controle a todo momento".
Motorista inconsciente
O Autopilot utiliza dados da estrada captados pelos seus sensores para guiar os veículos. Com isso, ele consegue manter a velocidade do carro e mesmo manter a distância de outros carros. No entanto, se ele tiver qualquer problema com os dados obtidos pelos sensores, ele emite um alerta no painel para que o motorista volte a pilotá-lo.
Caso o motorista ignore o alerta visual por muito tempo, o carro começa a emitir um som, desacelera, liga o pisca-alerta e se manobra para a lateral da estrada. Nesse momento, o veículo já assume que o motorista não está consciente, já que ele ignorou os alertas visuais e auditivos. No vídeo, porém, o carro parece conseguir se guiar tranquilamente.

Conheça o minimercado automatizado que não precisa de funcionários humanos

(Foto: Digital Trends)
O medo de que robôs ocupem o lugar dos humanos no mercado de trabalho já virou realidade numa pequena cidade na região sul da Suécia, chamada Viken. Em janeiro foi inaugurado por lá um minimercado automatizado que não tem operadores de caixa, atendentes, seguranças ou qualquer outro funcionário. Tudo é feito eletronicamente.
Para entrar na loja de conveniência, o cliente precisa instalar um aplicativo no smartphone e registrar diversos dados, como nome, endereço, contato e seu cartão de crédito, entre outros. A porta automática só abre para quem estiver devidamente registrado no sistema do minimercado. Lá dentro, os preços dos produtos também são consultados pelo celular.
O usuário então pega o que quiser comprar, registra o item que está adquirindo confirmando a compra pelo app no smartphone e então recebe, no fim do mês, a cobrança pela fatura do cartão de crédito. A porta automática de saída, novamente, só abre para quem registrou sua compra. O idealizador é um especialista em TI de 39 anos chamado Robert Ilijason.
Segundo ele, a ideia surgiu quando, certa vez, precisou atravessar a cidade em plena madrugada, dirigindo por 20 minutos, tentando encontrar uma loja de conveniência aberta para comprar a comida do filho recém-nascido que não parava de chorar. "È incrível que ninguém tenha pensado nisso antes", disse Robert à Associated Press.
Nem tudo no minimercado é feito de maneira automatizada, porém. O sistema interno da loja avisa Robert quando o estoque de algum produto está acabando e ele mesmo tem de ir até o local para reabastecer tudo manualmente. Com essa exceção, todos os outros problemas são resolvidos por máquinas - incluindo a segurança.
Robert explica que recebe uma mensagem de texto caso a porta automática da loja fique aberta por mais de 8 segundos. Além disso, o sistema que exige o cadastro de cada cliente também desencoraja quem quiser entrar no local para roubar alguma coisa, ele diz. Há ainda seis câmeras de segurança espalhadas pelo local, que possui 44 metros quadrados.
O dono do minimercado diz também que, em dois meses de operações, nenhum problema de segurança exigiu sua atenção. Robert também planeja levar sua ideia a outras cidades e vilarejos ao redor da Suécia, com o objetivo de atender à demanda dos consumidores que também dependem de apenas um grande hipermercado local.
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